Publicação
Avaliação da Qualidade de Vida no Trabalho Percebida pelo Enfermeiro: Estudo Transversal em Portugal
| datacite.subject.fos | Ciências Sociais::Gestão de Unidades de Saúde | |
| datacite.subject.sdg | 03:Saúde de Qualidade | |
| dc.contributor.advisor | Almeida, Anabela Antunes de | |
| dc.contributor.advisor | Martinez, Didier | |
| dc.contributor.author | Freitas, Liliana Marlene Pinto da Silva | |
| dc.date.accessioned | 2026-04-20T09:49:39Z | |
| dc.date.available | 2026-04-20T09:49:39Z | |
| dc.date.issued | 2025-11-18 | |
| dc.description.abstract | Introdução: A Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) dos enfermeiros influencia o bemestar, o desempenho e a qualidade dos cuidados. Este estudo teve como objetivo conhecer a QVT percebida pelos Enfermeiros em Portugal e analisar as associações com variáveis sociodemográficas e profissionais, bem como com as seis dimensões da escala “Work- Related Quality of Life” (WRQOL) (bem-estar geral (BEG), relação casa- trabalho (RCT), controlo no trabalho (CNT), condições de trabalho (CDT), stress no trabalho (SNT) e satisfação profissional (SP)). Métodos: Estudo observacional e transversal, seguindo um modelo de análise descritivocorrelacional, com uma abordagem eminentemente quantitativa, baseado em amostragem não probabilística por conveniência, tendo como recolha dos dados o questionário online, composto por duas partes, pelo WRQOL e variáveis sociodemográficas/profissionais, que decorreu entre março de 2024 e junho de 2025, com parecer favorável da Comissão de Ética da Universidade da Beira Interior e com o apoio da divulgação pela Ordem dos Enfermeiros. A amostra é constituída por a 653 enfermeiros, de seguida, procedeu-se à análise descritiva e inferencial com recurso ao software “Statistical Package for the Social Sciences 27”. Resultados: A QVT situou-se em nível intermédio (mediana 2,97), com SNT como a dimensão mais crítica, CNT e BEG como as mais favoráveis. Amostra constituída maioritariamente por sexo feminino (86,4%), contudo não se verificaram diferenças por sexo. A idade/anos de serviço correlacionaram-se positivamente com todas as dimensões e com a QVT. Enfermeiros especialistas, categorias superiores e quem exerce chefia/direção e gestão apresentaram melhores resultados. A tipologia Unidade de Cuidados Continuados Integrados e Cuidados de Saúde Primários superaram os Hospitais na QVT e em várias dimensões. Verificaram-se assimetrias regionais, com Norte e Açores acima de Lisboa (nomeadamente em QVT e CDT) e o Algarve consistentemente mais baixo. Nos horários, o fixo superou o rotativo em todas as dimensões e QVT e não fazer horário noturno associouse a melhores pontuações, exceto RCT. O contexto público/privado não diferenciou a QVT e apenas SNT foi melhor em quem trabalha em ambos os contextos. O vínculo laboral demonstrou diferenças em vários domínios com o Contrato de Trabalho em Funções Públicas superior ao Contrato Individual de Trabalho e prestação de serviços tendencialmente pior, sem efeito na QVT. A sindicalização não revelou diferenças entre que ser ou não ser sindicalizado. Estar satisfeito com a instituição associou-se a melhores resultados em todas as dimensões e na QVT. Conclusões: Existe uma tendência para retirarmos um perfil em risco em que é mais provável encontrar pior QVT entre profissionais mais jovens/menos anos de serviço, sem especialidade, na categoria de enfermeiro (sem funções de chefia/direção e gestão), que exercem em contexto hospitalar, localizados em Lisboa e Vale do Tejo, com vínculo Contrato Individual de Trabalho, em horário rotativo e com trabalho em horário noturno, e insatisfeitos com a instituição. | por |
| dc.description.abstract | Introduction: The nurses’ Quality of Working Life (QWL) influences well-being, performance, and care quality. This study aimed to describe Portuguese nurses’ perceived QWL and examine its associations with sociodemographic and professional variables, as well as with the six domains of the Work-Related Quality of Life (WRQOL) scale: General Well-Being (GWB), Home–Work Interface (HWI), Control at Work (CAW), Working Conditions (WCS), Stress at Work (SAW), and Job Satisfaction (JS). Methods: We conducted a cross-sectional observational study with a descriptive– correlational analytic framework and a primarily quantitative approach. Non-probability convenience sampling was used. Data were collected via an online questionnaire comprising two parts: the WRQOL instrument and a sociodemographic/professional section. Data collection occurred from March 2024 to June 2025, with ethics approval from the University of Beira Interior Ethics Committee and dissemination support from the Portuguese Nurses’ Association (Ordem dos Enfermeiros). The sample comprised 653 nurses. Descriptive and inferential analyses were performed using “Statistical Package for the Social Sciences 27”. Results: Overall QWL was moderate (median 2.97), with SAW the most critical domain and CAW and GWB the most favorable. The sample was predominantly female (86.4%), yet no sex differences in QWL were detected. Age/ years of service correlated positively with all domains and with overall QWL. Nurse specialists, those in higher professional categories, and those holding supervisory/management roles reported higher scores. By unit type, Long-Term/Continuing Care and Primary Care outperformed Hospitals in overall QWL and in several domains. Regional asymmetries were evident, with the North and the Azores scoring above Lisbon (notably for QWL and WCS), while the Algarve was consistently lower. Regarding schedules, fixed shifts outperformed rotating shifts across all domains and QWL; not working nights was associated with higher scores across domains except HWI. Sector (public vs. private) did not differentiate QWL, only SAW was better among nurses working in both sectors. Employment contract differed across several domains, public-sector contracts outperforming individual (private) contracts, with service provision tending to be worse, without an effect on overall QWL. Union membership showed no differences. Being satisfied with the employing institution was associated with higher scores in all domains and in overall QWL. Conclusions: A risk profile for poorer QWL emerges in this sample: younger nurses or those with fewer years of service, without a specialty, in the base nurse category (without supervisory/management roles), working in hospital settings, located in Lisbon and Tagus Valley, employed under an individual (private) contract, on rotating schedules and night shifts, and dissatisfied with their institution. These findings, derived from a cross-sectional, predominantly bivariate analysis, identify groups potentially warranting priority for organizational interventions targeting working conditions, scheduling, and stress management. | eng |
| dc.identifier.tid | 204292042 | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10400.6/20040 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ | |
| dc.subject | Qualidade de Vida no Trabalho | |
| dc.subject | Enfermagem | |
| dc.subject | Portugal | |
| dc.subject | Condições e Organização do trabalho | |
| dc.subject | Quality of Working Life | |
| dc.subject | Nursing | |
| dc.subject | Work-Related Quality of Life (WRQOL) | |
| dc.subject | Working Conditions and Work Organization | |
| dc.title | Avaliação da Qualidade de Vida no Trabalho Percebida pelo Enfermeiro: Estudo Transversal em Portugal | por |
| dc.type | master thesis | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| thesis.degree.name | 2º Ciclo em Gestão de Unidades de Saúde |
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