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Deafened by the roar of its own history: género, memória e identidade no romance Paradise, de Toni Morrison

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O romance Paradise (1998), da escritora afro-americana Toni Morrison, apresenta ao leitor duas comunidades distintas, para estabelecer um contraste entre modos de encarar o passado e de viver o presente. Uma das comunidades é Ruby, uma “all-Black town”, fundada por Exodusters; a outra é simplesmente conhecida por The Convent, um refúgio onde mulheres com experiências traumatizantes reconstroem solidariamente as suas vidas. Enquanto a primeira comunidade detém um carácter patriarcal, é guiada por leis severas, e por uma memória histórica manipulada pelo grupo no poder, a segunda é fundamentalmente matriarcal, vive para um presente sem regras, e para a cura das memórias traumáticas. Neste artigo analiso estas diferenças e conflitos, de acordo com os estudos de género e de identidade. Para tanto, recorro ao romance Paradise, a várias entrevistas concedidas por Morrison, e a estudos de diversos especialistas altamente reputados.

Descrição

Palavras-chave

Toni Morrison Paradise Género Memória Identidade

Contexto Educativo

Citação

Mancelos, João de. “Deafened by the Roar of its own History: Género, memória e identidade no romance Paradise, de Toni Morrison”. Anglo-Saxónica (Departamento de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa), série III, 1 (2010): 307-324. ISSN: 0873-0628.

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