FCSH - DPE | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento
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Percorrer FCSH - DPE | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento por orientador "Barbosa, Maria Miguel"
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- Cuidados de Imagem e Personhood em Pessoas com Demência: Estudo QualitativoPublication . Nunes, Miriam da Silva; Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins; Barbosa, Maria MiguelCom o envelhecimento a nível global os casos de demência têm registado um aumento significativo. A necessária qualidade e dignidade dos cuidados prestados destaca a necessidade de cuidados mais humanizados que respeitem a identidade e a personhood de pessoas com demência (PcD). Apesar da crescente preocupação com esta dimensão, persiste uma lacuna no que concerne os cuidados de imagem das PcD assim como o estudo do impacto psicológico destes no processo identitário e na própria pessoa. Este estudo pretendeu explorar, através de uma abordagem qualitativa, a relação entre os cuidados de imagem, o estado psicológico, a personhood e o sentido de identidade de PcD. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas a 13 participantes, com diagnóstico de demência em fase leve, residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPIs) e na comunidade. Os dados foram submetidos a uma análise de conteúdo. Os resultados evidenciam a interação entre a autoimagem e identidade pessoal e a sua relação com a perceção que a PcD considera que os outros têm de si. É referida a importância da aparência física e da prática de cuidados de imagem, que têm um impacto social e psicológico a considerar. Segundo os participantes, o envelhecimento tem impacto nos cuidados de imagem, sendo referida também a possibilidade de dependência de outras pessoas para a sua realização. Foram ainda mencionadas estratégias para lidar com dificuldades associadas à realização destes cuidados de imagem. Para além disso, foram observadas algumas diferenças em função do género e do facto de residirem na comunidade ou em ERPIs. Os resultados sugerem a importância dos cuidados de imagem na identidade e na personhood, ultrapassando a dimensão estética. Estes cuidados funcionam como uma forma de autoexpressão, com uma função identitária e interpessoal, devendo ser incluídos em práticas de cuidados centrados na pessoa. Promover ambientes que reforcem a autonomia, a personhood e a continuidade identitária podem também melhorar a qualidade de vida de PcD.
- “Eu luto por adaptar”: Estudo qualitativo sobre o processo psicológico de transição para Estruturas Residenciais Para Pessoas mais velhasPublication . Aragão, Ana Beatriz Caldas Nepomuceno de; Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins; Barbosa, Maria MiguelO envelhecimento populacional tem levado ao aumento da procura por Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPIs), o que ressalta a necessidade de adaptações psicológicas ao novo contexto em que os adultos mais velhos se inserem. Assim, este estudo analisa o processo psicológico de transição de pessoas idosas para uma ERPI. Trata-se de um estudo qualitativo em que participaram 10 residentes de ERPIs, com idades entre 65 e 96 anos. Os participantes foram entrevistados individualmente e responderam a questões sobre as suas experiências de transição, sentimentos em relação à mudança, desafios enfrentados e estratégias utilizadas para lidar com a nova situação. Os resultados revelaram que a transição para uma ERPI pode ser experienciada de formas diversas, sendo frequentemente acompanhada por sentimentos de perda de autonomia, luto pela casa e rotinas anteriores, bem como dificuldades de adaptação às novas normas institucionais. O estudo destaca os fatores facilitadores e inibidores que influenciam essa adaptação, analisando tanto o impacto emocional quanto as estratégias de coping adotadas pelos residentes. Fatores como o envolvimento ativo no processo decisório e a criação de laços sociais demonstraram ser facilitadores importantes da adaptação. O estudo sugere ainda que o modelo de Atenção Centrada na Pessoa (ACP) tem potencial para promover uma adaptação mais harmoniosa, ao valorizar as preferências e a autonomia dos residentes, adotando estratégias que incluam a participação ativa dos residentes no processo de tomada de decisão e a promoção de um ambiente que apoie a continuidade das suas identidades e preferências individuais. Por outro lado, a rigidez organizacional e a falta de envolvimento dos adultos mais velhos nas decisões emergem como obstáculos à adaptação emocional e ao bem-estar dos residentes.
