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FCSH - DPE | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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  • Solidão em Adultos residentes na Ilha de São Miguel (Açores)
    Publication . Moniz, Edna Maria Lima; Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins; Pires, Luís Miguel da Silva; Carvalho, Célia de Oliveira Barreto Coimbra
    A solidão é concetualizada como um construto multidimensional, que tem impactos significativos na saúde mental, sendo influenciada por fatores individuais e contextuais. Esta investigação pretende analisar a experiência da solidão em adultos residentes na Ilha de São Miguel e incluiu quatro estudos: o primeiro estudo, de natureza quantitativa, pretendeu efetuar uma análise psicométrica mais robusta da UCLA Loneliness Scale version 3 (UCLA-LS-3). Os resultados revelaram uma excelente consistência interna e os resultados suportam a validade de constructo da UCLA-LS-3 na população adulta portuguesa, apoiando um modelo de três fatores relacionados (Isolamento, Conetividade Relacional e Conetividade Coletiva). Sobre a relação do resultado total na UCLA-LS-3 com outras variáveis, o resultado foi mais baixo em indivíduos casados, com maior escolaridade e estatuto socioeconómico, e maior em solteiros. O segundo estudo, de natureza qualitativa com grupos focais, explorou a solidão entre adultos na Ilha de São Miguel que residem em dois contextos: rural e urbano. Os sentimentos de tristeza e isolamento foram centrais em ambos os contextos. Os fatores associados à solidão que foram reportados em ambos os grupos abrangeram o viver sozinho, o divórcio e a reforma. Também a idade (quanto maior, maior a solidão) e a altura do dia ou do ano (sendo a vivência psicológica da solidão reportada como maior à noite e no inverno) foram reportados como associados à solidão. Por fim, a coesão social e o apoio comunitário foram reportados como fatores protetores no meio rural. Seguidamente, o terceiro estudo, de natureza quantitativa, examinou os determinantes da vivência psicológica da solidão e do isolamento social, considerando mediadores e moderadores como a personalidade, a autocompaixão, o suporte social e variáveis sociodemográficas (e.g., a idade). O neuroticismo revelou-se um forte preditor de maior solidão e isolamento. A autocompaixão atuou como fator protetor e mediador parcial dessa relação, sendo especialmente relevante na idade adulta avançada, uma vez que a mediação é moderada pela idade. Por sua vez, o suporte social moderou o efeito direto do neuroticismo, reduzindo o seu impacto sobre a vivência psicológica da solidão. Neste estudo averiguou-se também a forma como a vivência psicológica da solidão pode associar-se à presença (e maior severidade) de sintomatologia psicopatológica (i.e., ansiedade, depressão e stress). Esta associação foi mediada pela autocompaixão, reafirmando a importância do desenvolvimento de intervenções focadas neste constructo para combater os efeitos adversos da solidão. Por fim, o quarto estudo procurou comparar adultos a residir na ilha de São Miguel (n=600; idade: M= 38.74; género: feminino =414 e masculino =186) com adultos a residir em Portugal Continental (n=600; idade: M= 39.00; género; feminino =416 e masculino =184) num conjunto de variáveis sociodemográficas e de saúde mental, incluindo a avaliação dos níveis de vivência psicológica da solidão e isolamento social. Neste estudo foram encontrados níveis moderados de solidão, sem diferenças significativas entre os grupos. Em São Miguel, houve maior Conetividade Relacional e Coletiva, indicando maior coesão social. Em ambos os grupos, o neuroticismo correlacionou-se positivamente com a vivência psicológica da solidão, sendo um possível fator de risco, enquanto a autocompaixão e o suporte social se correlacionaram negativamente, sendo possíveis fatores protetores. Por sua vez, viver acompanhado, no Continente, uma associação negativa com a solidão, sendo um possível fator protetor. Os indivíduos de São Miguel apresentaram maior sintomatologia psicopatológica, o que parece indicar a importância de outros fatores para a presença (e severidade) desta sintomatologia, para além da vivência psicológica da solidão, que também foi encontrada em níveis moderados no grupo a residir no Continente. Finalmente, em ambos os grupos, as estratégias de coping mais usadas foram ver televisão e/ou vídeos no computador, trabalhar e/ou ter uma ocupação e conviver e conversar com as pessoas. Em suma, os resultados desta investigação sugerem que a solidão em adultos portugueses é multidimensional, influenciada por variáveis internas como a personalidade (neuroticismo), a autocompaixão, e o suporte social percebido. Para além de variáveis internas, destacam-se variáveis contextuais como a área de residência (rural vs urbana e ilha vs continente). É fulcral efetuar estudos futuros em outros contextos, dado que os ambientes sociais e geográficos têm um impacto significativo na saúde mental.
  • Incluir na (Uni)Diversidade
    Publication . Guerreiro, Anabela Baptista Costa; Branco, Maria Luísa Frazão Rodrigues; Silva, Sofia Santana Lopes Malheiro da
    A inclusão é um dos temas centrais da atualidade em todos os domínios da atividade humana e o da educação não é exceção. Assim, se a nível político a educação inclusiva tem sido identificada como um dos princípios basilares da ação das instituições de ensino, enquanto direito de todos e de cada um a uma educação de qualidade, nas escolas e nos estabelecimentos de ensino superior em particular, tende a ser vista como um desafio exigente, que impõe mudanças significativas a nível organizacional, à ação dos seus agentes e a toda a comunidade educativa. De facto, a inclusão dos estudantes em geral e dos estudantes com Necessidades Específicas (NE) no Ensino Superior (ES) não tem sido consensual e o seu acesso, participação e sucesso académico encontram diversos constrangimentos que urge analisar e a que é necessário responder de forma a guiar as mudanças institucionais e levar à assunção das responsabilidades que o ES tem para com o desenvolvimento social. O presente trabalho, partindo da questão de investigação “Como é que a instituição de ensino superior em estudo promove o seu compromisso com uma educação inclusiva?”, analisa as perceções dos intervenientes numa instituição de ensino superior (IES), localizada no centro/interior do país, sobre as respostas educativas que esta oferece e identifica os desafios que a instituição terá de enfrentar no cumprimento do desígnio da inclusão. Para tal, optou-se por uma investigação de cariz qualitativo através da implementação de um estudo de caso que procurou identificar os principais constrangimentos e potencialidades desta comunidade educativa nos domínios organizacionais, pedagógicos e atitudinais. A recolha dos dados envolveu a realização de entrevistas semiestruturadas a oito estudantes e de dois grupos focais com treze docentes. A análise da informação foi realizada através da técnica de análise de conteúdo, com o auxílio do software WebQDA. Tendo como referência aqueles testemunhos, pôde-se concluir que a ausência de mecanismos institucionais sólidos de comunicação e colaboração entre as escolas secundárias e a IES em estudo compromete a equidade no acesso dos estudantes com NE ao ES. Ficou evidente que a transição entre aqueles níveis de ensino continua a ser encarada, em grande medida, como uma responsabilidade individual dos estudantes e das suas famílias, comprometendo a criação atempada de planos de apoio pedagógico individualizados e o ajustamento dos contextos de aprendizagem. No que diz respeito à implementação de medidas inclusivas que proporcionem a permanência dos estudantes com NE na IES em análise, constatámos que o apoio específico aos mesmos é manifestamente insuficiente e caracteriza-se por práticas informais e pontuais. O estudante com NE não se sente verdadeiramente incluído, seja por não encontrar condições organizacionais que permitam aceder a serviços de apoio ou a ambientes promotores da sua autonomia e autodeterminação, seja por se sentir estigmatizado, seja ainda por respostas pedagógicas discriminatórias e excludentes. A acessibilidade ao currículo, tal como é atualmente assegurada na IES em análise, mostra-se limitada, pouco estruturada e insuficiente para garantir a equidade e o sucesso académico dos estudantes. De salientar que tanto os estudantes como os docentes entrevistados no estudo apontam a ausência de políticas públicas como um dos maiores entraves à inclusão. Os docentes referem ainda a falta de orientação institucional e a inexistência de estratégias concertadas que lhes permitam agir de forma sistemática. O estudo de caso analisado evidencia, pois, a presença de barreiras nos planos sistémico, contextual, institucional e individual, refletindo a necessidade da IES em estudo encarar a inclusão dos seus estudantes como uma construção coletiva e multidimensional ultrapassando abordagens fragmentadas ou lineares. Promover a inclusão implica reconhecer a interdependência entre a singularidade de cada estudante e o contexto, entre o individual e o institucional, entre o biológico, o social e o cultural. Com base nesta premissa, propõe-se um modelo explicativo da inclusão no ES, que sistematiza os dados recolhidos e evidencia a articulação entre as dimensões referidas. O modelo apresenta uma leitura integrada da inclusão como fenómeno dinâmico, relacional e sistémico, sustentado em princípios da complexidade e da abordagem sociocultural, que permitem ultrapassar visões normativas ou dicotómicas da diferença.
  • Gender Representations in Portuguese ‘English as Foreign Language’ (EFL) Coursebooks
    Publication . Ribeiro, Ana Maria Cruz; Paixão, Maria de Fátima Carmona Simões da; Guimarães, Sandra Carina Machado
    The present research focuses on gender representations in Portuguese EFL [English as Foreign Language] coursebooks adopted between 2015 and 2021 for grades 4, 6 and 9. The research draws on a conceptual framework that integrates gender theory with intersectionality, thus broadening the understanding of gender discrimination with implications on EFL material analysis. Methodological procedures privileged content analysis, qualitatively enriched by specific exemplary cases of subtle stereotyping and intersectional segmentation of the gender concept by ethnicity, age and ability. Findings suggest increased gender parity in terms of visibility of male and female characters in text, image and audio, and fair representation of men and women in mix- gender dialogues and identical opportunities to speak first. Nevertheless, stereotyped representations of male and female characters in action are apparent. Despite authors’ effort to provide equal gender portrayal, evidence shows that gender stereotypes linger on, broadened by intersectional approach. There is an overwhelming omission of disabilities, and also invisibility of the elder, besides reduced Asian and Brown male or female presence. Overall, this research contributes to the broader discourse on gender representation and underscores the importance of critically examining teaching materials for their potential impact on students’ perceptions and identities. It is our belief the emerging findings have implications for curriculum development and pedagogical practices aimed at promoting gender equity and inclusivity in education.
  • A Terapia de Aceitação e Compromisso no Tratamento do Uso de Substâncias: Uma Revisão Sistemática
    Publication . Lima, Denise Almeida; Guimarães, Sandra Carina Machado
    Esta dissertação apresenta uma revisão sistemática sobre a aplicação da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) no tratamento do uso de substâncias. O estudo teve como objetivo analisar os contributos da ACT no tratamento de pessoas com uso problemático de drogas, destacando os mecanismos de flexibilidade psicológica e aceitação como mediadores do comportamento aditivo. Foram incluídos 17 estudos publicados entre 2015 e 2025, selecionados a partir de bases de dados científicas internacionais. Os resultados indicam que a ACT contribui significativamente para o gestão do consumo de substâncias, melhora a capacidade de lidar com pensamentos e emoções difíceis, e favorece estratégias de enfrentamento adaptativas. Além disso, evidenciam-se benefícios adicionais no bem-estar psicológico, na motivação para mudança e na prevenção de recaídas. Conclui-se que a ACT constitui uma abordagem eficaz e promissora no contexto de intervenções psicológicas para dependência química, sendo recomendada como prática clínica complementar em programas de tratamento de ambulatório e terapias integradas. Este trabalho fornece, assim, uma base atualizada para profissionais de saúde mental e pesquisadores interessados em práticas baseadas em evidências para o tratamento do uso de substâncias.
  • Cuidados de Imagem e Personhood em Pessoas com Demência: Estudo Qualitativo
    Publication . Nunes, Miriam da Silva; Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins; Barbosa, Maria Miguel
    Com o envelhecimento a nível global os casos de demência têm registado um aumento significativo. A necessária qualidade e dignidade dos cuidados prestados destaca a necessidade de cuidados mais humanizados que respeitem a identidade e a personhood de pessoas com demência (PcD). Apesar da crescente preocupação com esta dimensão, persiste uma lacuna no que concerne os cuidados de imagem das PcD assim como o estudo do impacto psicológico destes no processo identitário e na própria pessoa. Este estudo pretendeu explorar, através de uma abordagem qualitativa, a relação entre os cuidados de imagem, o estado psicológico, a personhood e o sentido de identidade de PcD. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas a 13 participantes, com diagnóstico de demência em fase leve, residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPIs) e na comunidade. Os dados foram submetidos a uma análise de conteúdo. Os resultados evidenciam a interação entre a autoimagem e identidade pessoal e a sua relação com a perceção que a PcD considera que os outros têm de si. É referida a importância da aparência física e da prática de cuidados de imagem, que têm um impacto social e psicológico a considerar. Segundo os participantes, o envelhecimento tem impacto nos cuidados de imagem, sendo referida também a possibilidade de dependência de outras pessoas para a sua realização. Foram ainda mencionadas estratégias para lidar com dificuldades associadas à realização destes cuidados de imagem. Para além disso, foram observadas algumas diferenças em função do género e do facto de residirem na comunidade ou em ERPIs. Os resultados sugerem a importância dos cuidados de imagem na identidade e na personhood, ultrapassando a dimensão estética. Estes cuidados funcionam como uma forma de autoexpressão, com uma função identitária e interpessoal, devendo ser incluídos em práticas de cuidados centrados na pessoa. Promover ambientes que reforcem a autonomia, a personhood e a continuidade identitária podem também melhorar a qualidade de vida de PcD.
  • Crenças em saúde mental e atitudes de procura de ajuda em estudantes da Universidade da Beira Interior (UBI)
    Publication . Fonseca, Vasco Afonso Pinto da; Carvalho, Paula Susana Loureiro Saraiva de; Gama, Jorge Manuel Reis; Pires, Ana Carla Seabra Torres
    A população universitária apresenta alta prevalência de doenças mentais e, apesar da maioria dos estudantes reconhecer a necessidade de tratamento, são poucos os que procuram apoio, apesar das universidades disponibilizarem serviços que visam prevenir, identificar e tratar doenças mentais, através de serviços de aconselhamento gratuitos. O presente estudo consiste numa investigação transversal, desenvolvida com estudantes da Universidade da Beira Interior (UBI), que tem como objetivo principal avaliar a relação entre as crenças sobre saúde mental e as atitudes de procura de ajuda nestes estudantes. Para tal, recorreu-se a um questionário sociodemográfico e dois questionários de autorresposta, sendo estes o Inventário de Crenças acerca das Doenças Mentais (ICDM), de Loureiro e Pereira (2009) e o Inventário de Atitudes em Relação à Procura de Serviços de Saúde Mental (IARPSSM), de Fonseca e Canavarro (2015). Em relação ao ICDM, os resultados obtidos revelaram níveis de crenças baixos, sendo que os indivíduos mais novos, do género masculino, matriculados num curso lecionado na Faculdade de Ciências da Saúde e que frequentavam uma licenciatura apresentavam níveis mais elevados de estigma. Também os participantes que nunca tinham recebido acompanhamento psicológico, que não conheciam ninguém com doenças mentais, que utilizavam poucas ou nenhuma fonte de informação e que não tinham interesse em participar em programas de promoção de saúde mental mostraram maiores níveis de crenças discriminatórias. Quanto ao IARPSSM, os resultados mostraram um interesse aceitável em procurar ajuda profissional, com os indivíduos mais novos, do género masculino, matriculados num curso lecionado na Faculdade de Artes e Letras e a frequentar uma licenciatura a apresentarem menos motivação para este tipo de procura de ajuda. Também os participantes que nunca tinham recebido acompanhamento psicológico, que não conheciam ninguém com doenças mentais e que não tinham interesse em participar em programas de promoção de saúde mental mostraram níveis mais baixos de interesse em procurar ajuda profissional. Estes dados assumem extrema importância para a caracterização da comunidade académica da UBI, podendo ser utilizados como base para o desenvolvimento de programas de psicoeducação sobre a Saúde Mental e a promoção da mesma dentro do contexto universitário.
  • Envelhecimento da Pessoa com Deficiência Intelectual e cuidados formais: estudo qualitativo com cuidadores
    Publication . Carvalho, Rita Colaço; Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins; Costa, Maria Miguel Barbosa da
    Verifica-se um aumento da esperança média de vida da população geral, abrangendo também as pessoas com Deficiência Intelectual (DI). A maior longevidade das Pessoas com DI requer o estudo do seu processo de envelhecimento para que se desenvolvam respostas adaptadas às suas necessidades. Os objetivos deste estudo são: (1) descrever a perspetiva dos cuidadores formais acerca do envelhecimento e cuidados a Pessoas com DI, (2) identificar e caracterizar práticas de cuidados e a sua influência no desenvolvimento e envelhecimento de Pessoas com DI, (3) analisar como é que os Cuidados Centrados na Pessoa podem influenciar o processo de envelhecimento de Pessoas com DI. Foi realizado um estudo qualitativo, com recurso a grupos focais, realizados online, onde participaram oito cuidadoras formais. Os critérios de inclusão do estudo foram: (1) exercer funções há pelo menos, seis meses numa organização de prestação de cuidados formais a Pessoas com DI e (2) desempenhar atividades de contacto direto e de promoção de cuidados junto das Pessoas com DI. Os resultados indicam que as cuidadoras formais consideram que o processo de envelhecimento das Pessoas com DI é mais precoce, comparativamente à população geral, e altamente heterogéneo. As participantes no estudo sublinham que ocorrem alterações a diversos níveis que podem agravar-se com a existência de comorbilidades. Os dados do estudo revelam que existe um esforço por parte dos cuidadores formais para a prática da Atenção Centrada na Pessoa (ACP) como modelo de cuidado. Contudo, um obstáculo referido consiste na limitação estrutural e a variedade de atividades limitada em cada entidade. Os resultados indicam ainda a necessidade de alteração da legislação e demonstram os desafios inerentes no cuidado desta população. As cuidadoras destacam a satisfação e gratificação no exercício das suas funções. Este estudo evidencia a relevância da perspetiva dos cuidadores formais que trabalham com a população com DI e salienta as suas inquietações e a sua perspetiva em relação à prestação de cuidados a Pessoas com DI mais velhas. O estudo revela a importância de promover, nas Pessoas com DI mais envelhecidas, uma maior qualidade de vida, inclusão social, autonomia e independência, sendo, para tal, necessária a realização de estudos adicionais nesta área.
  • Lived Experiences and Psychosexual Health Perspectives of Severely and/or Chronically Mentally Ill People: A Qualitative Study
    Publication . Santos, Marta Rosário dos; Pereira, Henrique Marques
    This Dissertation focuses on how severe and/or chronic mental illness influences psychosexual perspectives and experiences, particularly in relation to social stigma, discrimination, and access to supportive environments. Given that this field remains academically underexplored, the present work aims to contribute to filling the gaps and limitations associated with the study of psychosexuality in people living with severe mental illness (PLSMI). A qualitative design was employed, involving 28 participants, through online interviews that explored their lived experiences and personal perspectives on psychosexual expression and well-being. This research provided direct access to narratives that highlight both the challenges imposed by restrictive social norms, limited support, and internalized stigma, as well as the protective role of inclusive networks and positive relational contexts. Thematic analysis of the responses resulted in several core themes, including the impact of social context, the influence of stigma and prejudice, limitations on intimacy and sexual expression, and the importance of supportive environments in fostering resilience and self-acceptance. In addition to the qualitative study conducted, this Dissertation presents a critical reflection on the findings, contributions, and limitations, as well as future recommendations. These recommendations concern not only the need for further research to address the specific needs of this population but also the importance of mental health professionals adopting inclusive and holistic practices that safeguard the psychosexual rights of people living with severe mental illness.
  • A Regulação Emocional em Adultos com Deficiência Intelectual: Revisão Sistemática da Literatura
    Publication . Noronha, Marlene Solange Cardoso; Ramos, Ludovina Maria de Almeida
    Esta revisão sistemática da literatura teve como objetivo analisar a regulação emocional (RE) em adultos com deficiência intelectual (DI). A pesquisa foi realizada de 1 de janeiro de 2020 até 16 de setembro de 2025, recorrendo às bases de dados Web of Science, Scopus e Pubmed, e utilizou descritores relacionados com “emotion regulation”, “intellectual disability”. O processo de revisão seguiu as recomendações PRISMA, tendo sido aplicados critérios de inclusão e exclusão definidos a priori. Foram encontrados 165 artigos e, após a triagem e leitura integral, foram incluídos 5 estudos, abrangendo metodologias quantitativas, qualitativas e mistas. A avaliação da qualidade metodológica foi efetuada com recurso à ferramenta JBI Critical Appraisal Checklist, uma escala com 8 itens que avaliam o risco de viés. Os resultados revelaram que a RE desempenha um papel mediador entre a DI e a manifestação de sintomas emocionais, destacando-se a predominância de estratégias não adaptativas e a vulnerabilidade acrescida de indivíduos do género feminino e com graus mais severos de deficiência. Além disso, variáveis transdiagnósticas, como a intolerância à incerteza e défices nas experiências metacognitivas, mostraram-se relevantes na explicação do funcionamento emocional e cognitivo nesta população. Apesar das limitações identificadas, esta RSL contribui para colmatar uma lacuna significativa na literatura, sendo uma das poucas revisões focadas exclusivamente na RE em adultos com DI.
  • Saúde Mental no Ensino Superior: Bem-estar e Regulação Emocional em estudantes de 1.º ano da Universidade da Beira Interior
    Publication . Pinto, Mariana Ribeiro; Guimarães, Sandra Carina Machado; Silva, Cláudia Maria Gomes Mendes da
    O sucesso no ensino superior é determinado pelas experiências no 1.º ano e compete às instituições de ensino superior trabalhar com os estudantes para que, de forma autónoma, crítica e motivada, assumam um papel construtivo nas suas aprendizagens ao longo da vida. O presente estudo tem como objetivo compreender as estratégias de regulação emocional utilizadas por estudantes do 1.ºano da Universidade da Beira Interior e o seu impacto nas perceções de bem-estar. A amostra foi constituída por 284 estudantes com idades compreendidas entre os 18 e os 45 anos (M = 18.71, DP = 2.76). A recolha de dados foi feita em formato digital, tendo sido utilizado um Questionário Sociodemográfico, o Questionário de Regulação Emocional Comportamental, o Questionário de Regulação Emocional Cognitiva e a Escala de Medida de Manifestação de Bem-estar Psicológico. Os resultados evidenciaram níveis globais de bem-estar psicológico moderados, sendo as estratégias de regulação emocional comportamentais mais utilizadas “Procurar Distração” e “Abordar Ativamente”, e as estratégias de regulação emocional cognitivas mais utilizadas “Ruminação” e “Aceitação”. Os dados apontam ainda para uma correlação positiva e significativa entre o bem-estar e as estratégias de regulação emocional, mais forte para as estratégias cognitivas (r = .267, p < .001) comparativamente às estratégias comportamentais (r = .119, p < .05). Relativamente às diferenças de género, destaca-se o facto de estas serem estatisticamente significativas no uso de estratégias de regulação emocional cognitivas, sendo as raparigas a reportar mais a sua utilização. Por fim, foi ainda possível concluir que o uso de estratégias de regulação emocional cognitivas prediz positivamente o bem estar psicológico (ß = .34, p < .001), explicando 7.7% da variância total. Este trabalho alerta-nos, assim, para a importância de desenvolver estratégias de regulação emocional, em particular cognitivas, e o seu impacto no bem-estar. Isto é, particularmente relevante para os estudantes do 1.ºano, pois a sua experiência nesse ano marcará todo o seu percurso académico com impacto nas outras áreas da sua vida.