Logo do repositório
 

FCSH - DPE | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

URI permanente para esta coleção:

Navegar

Entradas recentes

A mostrar 1 - 10 de 778
  • Cuidados de Imagem e Personhood em Pessoas com Demência: Estudo Qualitativo
    Publication . Nunes, Miriam da Silva; Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins; Barbosa, Maria Miguel
    Com o envelhecimento a nível global os casos de demência têm registado um aumento significativo. A necessária qualidade e dignidade dos cuidados prestados destaca a necessidade de cuidados mais humanizados que respeitem a identidade e a personhood de pessoas com demência (PcD). Apesar da crescente preocupação com esta dimensão, persiste uma lacuna no que concerne os cuidados de imagem das PcD assim como o estudo do impacto psicológico destes no processo identitário e na própria pessoa. Este estudo pretendeu explorar, através de uma abordagem qualitativa, a relação entre os cuidados de imagem, o estado psicológico, a personhood e o sentido de identidade de PcD. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas a 13 participantes, com diagnóstico de demência em fase leve, residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPIs) e na comunidade. Os dados foram submetidos a uma análise de conteúdo. Os resultados evidenciam a interação entre a autoimagem e identidade pessoal e a sua relação com a perceção que a PcD considera que os outros têm de si. É referida a importância da aparência física e da prática de cuidados de imagem, que têm um impacto social e psicológico a considerar. Segundo os participantes, o envelhecimento tem impacto nos cuidados de imagem, sendo referida também a possibilidade de dependência de outras pessoas para a sua realização. Foram ainda mencionadas estratégias para lidar com dificuldades associadas à realização destes cuidados de imagem. Para além disso, foram observadas algumas diferenças em função do género e do facto de residirem na comunidade ou em ERPIs. Os resultados sugerem a importância dos cuidados de imagem na identidade e na personhood, ultrapassando a dimensão estética. Estes cuidados funcionam como uma forma de autoexpressão, com uma função identitária e interpessoal, devendo ser incluídos em práticas de cuidados centrados na pessoa. Promover ambientes que reforcem a autonomia, a personhood e a continuidade identitária podem também melhorar a qualidade de vida de PcD.
  • Crenças em saúde mental e atitudes de procura de ajuda em estudantes da Universidade da Beira Interior (UBI)
    Publication . Fonseca, Vasco Afonso Pinto da; Carvalho, Paula Susana Loureiro Saraiva de; Gama, Jorge Manuel Reis; Pires, Ana Carla Seabra Torres
    A população universitária apresenta alta prevalência de doenças mentais e, apesar da maioria dos estudantes reconhecer a necessidade de tratamento, são poucos os que procuram apoio, apesar das universidades disponibilizarem serviços que visam prevenir, identificar e tratar doenças mentais, através de serviços de aconselhamento gratuitos. O presente estudo consiste numa investigação transversal, desenvolvida com estudantes da Universidade da Beira Interior (UBI), que tem como objetivo principal avaliar a relação entre as crenças sobre saúde mental e as atitudes de procura de ajuda nestes estudantes. Para tal, recorreu-se a um questionário sociodemográfico e dois questionários de autorresposta, sendo estes o Inventário de Crenças acerca das Doenças Mentais (ICDM), de Loureiro e Pereira (2009) e o Inventário de Atitudes em Relação à Procura de Serviços de Saúde Mental (IARPSSM), de Fonseca e Canavarro (2015). Em relação ao ICDM, os resultados obtidos revelaram níveis de crenças baixos, sendo que os indivíduos mais novos, do género masculino, matriculados num curso lecionado na Faculdade de Ciências da Saúde e que frequentavam uma licenciatura apresentavam níveis mais elevados de estigma. Também os participantes que nunca tinham recebido acompanhamento psicológico, que não conheciam ninguém com doenças mentais, que utilizavam poucas ou nenhuma fonte de informação e que não tinham interesse em participar em programas de promoção de saúde mental mostraram maiores níveis de crenças discriminatórias. Quanto ao IARPSSM, os resultados mostraram um interesse aceitável em procurar ajuda profissional, com os indivíduos mais novos, do género masculino, matriculados num curso lecionado na Faculdade de Artes e Letras e a frequentar uma licenciatura a apresentarem menos motivação para este tipo de procura de ajuda. Também os participantes que nunca tinham recebido acompanhamento psicológico, que não conheciam ninguém com doenças mentais e que não tinham interesse em participar em programas de promoção de saúde mental mostraram níveis mais baixos de interesse em procurar ajuda profissional. Estes dados assumem extrema importância para a caracterização da comunidade académica da UBI, podendo ser utilizados como base para o desenvolvimento de programas de psicoeducação sobre a Saúde Mental e a promoção da mesma dentro do contexto universitário.
  • Envelhecimento da Pessoa com Deficiência Intelectual e cuidados formais: estudo qualitativo com cuidadores
    Publication . Carvalho, Rita Colaço; Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins; Costa, Maria Miguel Barbosa da
    Verifica-se um aumento da esperança média de vida da população geral, abrangendo também as pessoas com Deficiência Intelectual (DI). A maior longevidade das Pessoas com DI requer o estudo do seu processo de envelhecimento para que se desenvolvam respostas adaptadas às suas necessidades. Os objetivos deste estudo são: (1) descrever a perspetiva dos cuidadores formais acerca do envelhecimento e cuidados a Pessoas com DI, (2) identificar e caracterizar práticas de cuidados e a sua influência no desenvolvimento e envelhecimento de Pessoas com DI, (3) analisar como é que os Cuidados Centrados na Pessoa podem influenciar o processo de envelhecimento de Pessoas com DI. Foi realizado um estudo qualitativo, com recurso a grupos focais, realizados online, onde participaram oito cuidadoras formais. Os critérios de inclusão do estudo foram: (1) exercer funções há pelo menos, seis meses numa organização de prestação de cuidados formais a Pessoas com DI e (2) desempenhar atividades de contacto direto e de promoção de cuidados junto das Pessoas com DI. Os resultados indicam que as cuidadoras formais consideram que o processo de envelhecimento das Pessoas com DI é mais precoce, comparativamente à população geral, e altamente heterogéneo. As participantes no estudo sublinham que ocorrem alterações a diversos níveis que podem agravar-se com a existência de comorbilidades. Os dados do estudo revelam que existe um esforço por parte dos cuidadores formais para a prática da Atenção Centrada na Pessoa (ACP) como modelo de cuidado. Contudo, um obstáculo referido consiste na limitação estrutural e a variedade de atividades limitada em cada entidade. Os resultados indicam ainda a necessidade de alteração da legislação e demonstram os desafios inerentes no cuidado desta população. As cuidadoras destacam a satisfação e gratificação no exercício das suas funções. Este estudo evidencia a relevância da perspetiva dos cuidadores formais que trabalham com a população com DI e salienta as suas inquietações e a sua perspetiva em relação à prestação de cuidados a Pessoas com DI mais velhas. O estudo revela a importância de promover, nas Pessoas com DI mais envelhecidas, uma maior qualidade de vida, inclusão social, autonomia e independência, sendo, para tal, necessária a realização de estudos adicionais nesta área.
  • Lived Experiences and Psychosexual Health Perspectives of Severely and/or Chronically Mentally Ill People: A Qualitative Study
    Publication . Santos, Marta Rosário dos; Pereira, Henrique Marques
    This Dissertation focuses on how severe and/or chronic mental illness influences psychosexual perspectives and experiences, particularly in relation to social stigma, discrimination, and access to supportive environments. Given that this field remains academically underexplored, the present work aims to contribute to filling the gaps and limitations associated with the study of psychosexuality in people living with severe mental illness (PLSMI). A qualitative design was employed, involving 28 participants, through online interviews that explored their lived experiences and personal perspectives on psychosexual expression and well-being. This research provided direct access to narratives that highlight both the challenges imposed by restrictive social norms, limited support, and internalized stigma, as well as the protective role of inclusive networks and positive relational contexts. Thematic analysis of the responses resulted in several core themes, including the impact of social context, the influence of stigma and prejudice, limitations on intimacy and sexual expression, and the importance of supportive environments in fostering resilience and self-acceptance. In addition to the qualitative study conducted, this Dissertation presents a critical reflection on the findings, contributions, and limitations, as well as future recommendations. These recommendations concern not only the need for further research to address the specific needs of this population but also the importance of mental health professionals adopting inclusive and holistic practices that safeguard the psychosexual rights of people living with severe mental illness.
  • A Regulação Emocional em Adultos com Deficiência Intelectual: Revisão Sistemática da Literatura
    Publication . Noronha, Marlene Solange Cardoso; Ramos, Ludovina Maria de Almeida
    Esta revisão sistemática da literatura teve como objetivo analisar a regulação emocional (RE) em adultos com deficiência intelectual (DI). A pesquisa foi realizada de 1 de janeiro de 2020 até 16 de setembro de 2025, recorrendo às bases de dados Web of Science, Scopus e Pubmed, e utilizou descritores relacionados com “emotion regulation”, “intellectual disability”. O processo de revisão seguiu as recomendações PRISMA, tendo sido aplicados critérios de inclusão e exclusão definidos a priori. Foram encontrados 165 artigos e, após a triagem e leitura integral, foram incluídos 5 estudos, abrangendo metodologias quantitativas, qualitativas e mistas. A avaliação da qualidade metodológica foi efetuada com recurso à ferramenta JBI Critical Appraisal Checklist, uma escala com 8 itens que avaliam o risco de viés. Os resultados revelaram que a RE desempenha um papel mediador entre a DI e a manifestação de sintomas emocionais, destacando-se a predominância de estratégias não adaptativas e a vulnerabilidade acrescida de indivíduos do género feminino e com graus mais severos de deficiência. Além disso, variáveis transdiagnósticas, como a intolerância à incerteza e défices nas experiências metacognitivas, mostraram-se relevantes na explicação do funcionamento emocional e cognitivo nesta população. Apesar das limitações identificadas, esta RSL contribui para colmatar uma lacuna significativa na literatura, sendo uma das poucas revisões focadas exclusivamente na RE em adultos com DI.
  • Saúde Mental no Ensino Superior: Bem-estar e Regulação Emocional em estudantes de 1.º ano da Universidade da Beira Interior
    Publication . Pinto, Mariana Ribeiro; Guimarães, Sandra Carina Machado; Silva, Cláudia Maria Gomes Mendes da
    O sucesso no ensino superior é determinado pelas experiências no 1.º ano e compete às instituições de ensino superior trabalhar com os estudantes para que, de forma autónoma, crítica e motivada, assumam um papel construtivo nas suas aprendizagens ao longo da vida. O presente estudo tem como objetivo compreender as estratégias de regulação emocional utilizadas por estudantes do 1.ºano da Universidade da Beira Interior e o seu impacto nas perceções de bem-estar. A amostra foi constituída por 284 estudantes com idades compreendidas entre os 18 e os 45 anos (M = 18.71, DP = 2.76). A recolha de dados foi feita em formato digital, tendo sido utilizado um Questionário Sociodemográfico, o Questionário de Regulação Emocional Comportamental, o Questionário de Regulação Emocional Cognitiva e a Escala de Medida de Manifestação de Bem-estar Psicológico. Os resultados evidenciaram níveis globais de bem-estar psicológico moderados, sendo as estratégias de regulação emocional comportamentais mais utilizadas “Procurar Distração” e “Abordar Ativamente”, e as estratégias de regulação emocional cognitivas mais utilizadas “Ruminação” e “Aceitação”. Os dados apontam ainda para uma correlação positiva e significativa entre o bem-estar e as estratégias de regulação emocional, mais forte para as estratégias cognitivas (r = .267, p < .001) comparativamente às estratégias comportamentais (r = .119, p < .05). Relativamente às diferenças de género, destaca-se o facto de estas serem estatisticamente significativas no uso de estratégias de regulação emocional cognitivas, sendo as raparigas a reportar mais a sua utilização. Por fim, foi ainda possível concluir que o uso de estratégias de regulação emocional cognitivas prediz positivamente o bem estar psicológico (ß = .34, p < .001), explicando 7.7% da variância total. Este trabalho alerta-nos, assim, para a importância de desenvolver estratégias de regulação emocional, em particular cognitivas, e o seu impacto no bem-estar. Isto é, particularmente relevante para os estudantes do 1.ºano, pois a sua experiência nesse ano marcará todo o seu percurso académico com impacto nas outras áreas da sua vida.
  • Saúde Mental dos Estudantes da Universidade da Beira Interior: Relação das crenças com a sintomatologia de ansiedade
    Publication . Santos, Marta Alexandra Souto Marques dos; Carvalho, Paula Susana Loureiro Saraiva de; Pires, Ana Carla Seabra Torres
    O presente estudo analisou a relação entre crenças estigmatizantes sobre saúde mental e a sintomatologia de ansiedade em estudantes da Universidade da Beira Interior. A amostra foi constituída por 1018 estudantes, avaliados através do Inventário de Crenças acerca da Doença Mental (ICDM) e da Escala de Ansiedade Generalizada (GAD-7). Os resultados indicaram níveis moderados de crenças estigmatizantes e de sintomatologia ansiedade, sendo que 48,3% da amostra apresentou sintomatologia de ansiedade clinicamente relevante (moderada a grave). Verificou-se que os estudantes do género masculino exibiam níveis mais elevados de crenças estigmatizantes. Os estudantes das áreas das Ciências Sociais e Humanas revelaram crenças menos negativas. A ausência de acompanhamento psicológico associou-se a níveis mais elevados de crenças estigmatizantes, embora ter acompanhamento não se tenha revelado um preditor da sintomatologia de ansiedade. Os dados reforçam a importância de desenvolver programas de promoção da literacia em saúde mental e de redução de crenças estigmatizantes, com foco em grupos de maior vulnerabilidade integrados em ações de promoção da saúde mental mais vastas.
  • Estudo da Fiabilidade Interavaliadores do Instrumento de Avaliação da Capacidade em Saúde
    Publication . Rodrigues, Mariana Ferreira; Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins; Amaral, Ana Paula Saraiva
    O envelhecimento da população tem conduzido a um aumento dos casos de perturbações neurocognitivas, como a demência, que podem comprometer a capacidade de decisão em saúde. Torna-se, assim, essencial dispor de instrumentos válidos e fiáveis que permitam avaliar esta capacidade de forma objetiva. O Instrumento de Avaliação da Capacidade em Saúde (IAC-Saúde) foi desenvolvido para avaliar a capacidade de tomada de decisão em adultos, sendo importante averiguar a sua fiabilidade, para garantir rigor e objetividade. Este estudo teve como objetivo analisar a fiabilidade interavaliadores do IAC-Saúde. Participaram 60 adultos entre os 60 e os 85 anos (M = 71.17; DP = 5.96), maioritariamente do sexo feminino (75%), casados (65%) e reformados (86.7%), que responderam ao Montreal Cognitive Assessment, o Inventário de Avaliação Funcional de Adultos e Idosos, o Geriatric Anxiety Inventory, o Geriatric Depression Scale, e o IAC-Saúde. O IAC-Saúde foi cotado por dois avaliadores independentes para a análise do seu grau de concordância. O coeficiente de correlação intraclasse (CCI = .849) revelou boa fiabilidade interavaliadores. Embora tenham sido encontradas diferenças estatisticamente significativas entre as médias atribuídas pelos avaliadores (p < .001), registou-se uma correlação forte e positiva (rs = .865; p < .001) entre as pontuações atribuídas, indicando uma consistência geral nas avaliações. Conclui-se que o IAC-Saúde apresenta consistência robusta entre avaliadores, constituindo um instrumento fiável e aplicável à prática clínica. Apesar das diferenças individuais na cotação, o IAC-Saúde mostra-se sensível e adequado para apoiar decisões éticas e informadas em saúde. Recomenda-se a realização de estudos futuros com amostras clínicas e maior diversidade de avaliadores
  • Saúde Mental e estratégias de regulação emocional em estudantes do ensino superior
    Publication . Oliveira, Luísa Rodrigues; Guimarães, Sandra Carina Machado; Silva, Cláudia Maria Gomes Mendes da
    O presente estudo teve como objetivo analisar os níveis de stress, ansiedade e depressão em estudantes do ensino superior, bem como explorar a relação destas variáveis com as estratégias de regulação emocional utilizadas, tanto cognitivas, quanto comportamentais. Participaram no estudo 315 estudantes, com idades compreendidas entre os 18 e os 53 anos, que responderam a um questionário composto pela Escala de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS-21), o Questionário de Regulação Emocional Comportamental (BERQ), e o Questionário de Regulação Emocional Cognitiva (CERQ). Os resultados indicaram níveis moderados a elevados de sintomatologia psicológica, sendo o stress o mais prevalente. Estratégias de regulação emocional desadaptativas, como a ruminação, a catastrofização e a autoculpabilização revelaram-se associadas a níveis mais elevados de sintomas emocionais. Foram também encontradas diferenças estatisticamente significativas em função do género e do ciclo de estudos, com maiores níveis de stress, ansiedade e depressão e menor utilização de estratégias de regulação emocional adaptativas, nas raparigas e estudantes de licenciatura. Estes resultados sublinham a importância da promoção da literacia emocional e da implementação de estratégias preventivas no contexto da saúde mental dos estudantes do ensino superior.
  • Ansiedade, Autocuidado e Perceção de Competência em doentes com Diabetes Mellitus tipo 2
    Publication . Soares, Luana Isabel Francisco; Carvalho, Paula Susana Loureiro Saraiva de; Silva, Cláudia Maria Gomes Mendes da
    A diabetes tipo 2 é uma doença crónica cada vez mais prevalente mundialmente. O presente estudo teve como principal objetivo analisar a relação entre a ansiedade e a depressão, o autocuidado e a perceção de competência em doentes com diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Participaram 80 utentes diagnosticados com DM2, maioritariamente do sexo masculino (58.8%) com uma média de idades de 66.4 anos, utentes de um Hospital, um Centro de Saúde e uma estrutura residencial para pessoas idosas. O protocolo foi constituído por um questionário sociodemográfico, a Escala de Atividades de Autocuidado na Diabetes (EAAD), a Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS) e a Escala de Competência Percebida (ECP). Encontraram-se níveis muito positivos de autocuidado ao nível da toma da medicação e do cuidado com os pés, e medianos na alimentação, mas uma muito baixa adesão à prática de atividade física. Encontrou-se uma boa perceção de competência, além de níveis baixos de ansiedade e depressão nos participantes. Verificaram-se correlações entre a dimensão da Alimentação geral com a Ansiedade, bem como com a Perceção de competência. Do mesmo modo, observaram-se correlações entre a Ansiedade com a Atividade física e com a Perceção de competência. Encontrou-se, ainda, uma associação entre a Depressão e a Atividade física. Observou-se que os sujeitos com mais de 65 anos apresentavam pontuações mais altas na Alimentação geral, na Depressão e na Perceção de competência, além do mais o género feminino apresentou mais sintomatologia ansiógena e depressiva, e indivíduos com mais de 16 anos de diagnóstico apresentavam melhores níveis de autocuidado e mais sintomatologia depressiva. Os resultados corroboram a necessidade de desenvolver programas de autogestão da doença junto de doentes com DM2, que promovam uma maior adesão às atividades de autocuidado, e que devem ter em conta as características dos utentes e a fase da doença.