Departamento de Arquitetura
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Percorrer Departamento de Arquitetura por orientador "Brandão, Pedro Manuel Isaac"
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- Abrigos temporários para pastores e caminhantes na Serra da Estrela- Mapeamento e levantamento para futuras intervençõesPublication . Remédios, Marília Neves; Brandão, Pedro Manuel Isaac; Castro, Ana Rita Martins Ochoa deO clima da Serra da Estrela atravessa mudanças significativas devido às alterações climáticas, observando-se uma tendência crescente das temperaturas médias anuais da região. Com este aumento das temperaturas médias e com a escassez de queda de neve o público-alvo que visita a serra vem-se alterando, aumentando a procura de visitantes ligados ao turismo de natureza. Por consequência, existirá uma maior afluência na utilização das rotas pedestres por caminhantes de alta montanha durante todo o ano, outrora obstruídas durante os meses de inverno. Com o mencionado aumento das temperaturas médias e a redução do número de dias com neve, aliadas ao declínio cada vez mais notável da atividade da pastorícia, os abrigos ficam em desuso por diversos meses devido à atividade sazonal dos pastores - a atividade na serra ocorre principalmente no verão -, o que permitirá aos caminhantes usufruírem destes abrigos quando necessário e alternadamente (ou simultaneamente) com os pastores, preservando a atividade de pastorícia na região. Deste modo, a presente investigação incide no estudo dos abrigos de pastores da Serra da Estrela, nomeadamente em nove abrigos que se situam nestas nas rotas pedestres: a Rota da Fervença e a Volta das Penhas Douradas A investigação adotou como metodologia fundamental a observação in situ, decorrente de trabalho de campo de mapeamento de trilhos, identificação de abrigos de pastores, levantamentos fotográficos e de medições e ainda as respetivas peças desenhadas correspondentes para cada abrigo - para melhor entender os percursos, cruzando a informação com a distribuição e as características dos abrigos, para que seja possível analisar as melhores diretrizes e estratégias a utilizar numa futura intervenção. Foram selecionados nove abrigos com base nos critérios: proximidade às rotas pedestres; abrigos que se situam próximos a uma ou mais rotas em simultâneo; linhas de água nas proximidades e selecionados também apenas os abrigos artificiais, pois este tipo de abrigos apresenta maior capacidade de habitabilidade, são mais eficazes na proteção contra as condições atmosféricas repentinas e apresentam maior conforto para a permanência no local. Como tal, procura-se a reestruturação da sua função e propõe-se a futura utilização também a caminhantes de alta montanha, enquanto estruturas de apoio essenciais à continuidade quer da atividade da pastorícia como da atividade turística deste território. Os abrigos encontrados mostraram ser bastante pertinentes para futuras reutilizações uma vez que são abrigos bastante próximos a cada trilho e inclusive localizam-se próximos a outros trilhos em simultâneo, encontram-se em bom estado para reutilização e ainda, alguns destes abrigos localizam-se em troços dos trilhos ainda utlizados por pastores o que pode abranger a sua utilização em simultâneo com caminhantes. Este mapeamento dos trilhos e dos abrigos juntamente com os seus levantamentos irá contribuir para que no futuro exista documentação mais abrangente relativamente ao conhecimento histórico, cultural e arquitetónico destas construções.
- Arquitetura e Saúde Mental: Centro Terapêutico de bem-estar psicológico para jovensPublication . Moura, Margarida Isabel Pinto; Brandão, Pedro Manuel Isaac; Castro, Ana Rita Martins Ochoa deA Saúde Mental emerge como um tema de crescente relevância, e a compreensão da interação entre o ambiente construído e os estados mentais torna-se, neste contexto, crucial. Apesar do reconhecimento dessa importância, persistem barreiras vinculadas a constrangimentos logísticos e à adequação de espaços especializados que assegurem os cuidados necessários à população. Nesta perspetiva, a presente dissertação propõe compreender de que forma a arquitetura poderá estar aliada à terapia no tratamento de doenças mentais, em particular na faixa etária dos jovens entre os 15 e os 24 anos. Partindo do pressuposto que o ambiente é crucial para a sua recuperação, objetiva-se compreender de que forma e com que características se processa a influência do espaço arquitetónico no tratamento da doença mental, explorando o papel da arquitetura como ambiente terapêutico. A metodologia adotada assenta numa abordagem teórica para enquadramento das estratégias de conceção de ambientes terapêuticos, complementada por uma componente laboratorial através do desenvolvimento de um projeto arquitetónico de um centro terapêutico residencial, que utilize o espaço, bem como os diferentes sentidos que consegue despertar, para a terapia. Este, tem como princípio proporcionar um local digno para a recuperação dos jovens, destinado a promover a interação e o apoio entre os mesmos, assim como proporcionar espaços que permitam a aprendizagem de simples tarefas do quotidiano, com o objetivo de, no futuro, possibilitar a sua (re)integração na sociedade e fomentar a independência. A investigação é ainda enriquecida com entrevistas qualitativas realizadas a diferentes profissionais, incluindo psicólogos, diretores clínicos e arquitetos, com o objetivo de captar perspetivas práticas e experiências, numa análise interdisciplinar que integra arquitetura e saúde mental. Em síntese, propõe-se evidenciar o papel do arquiteto como parte integrante da terapia, numa perspetiva interdisciplinar na conceção de espaços que complementem os tratamentos e promovam o processo de recuperação, através de sensação de bem-estar a nível social, físico e psicológico.
