Departamento de Arquitetura
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Percorrer Departamento de Arquitetura por orientador "Castro, Ana Rita Martins Ochoa de"
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- Arquitecturas de (inter)Ação: Reconversão de Antigo Posto Florestal em “casa das sementes” GouveiaPublication . Lopes, José Gabriel da Rocha; Castro, Ana Rita Martins Ochoa de; Neto, Maria de Fátima CanteiroEsta dissertação propõe a reconversão de um antigo Posto Florestal, construído nos anos 40 durante o Estado Novo, na “Casa das Sementes”, um espaço multifuncional dedicado à investigação da flora autóctone e à realização de workshops sobre práticas construtivas e preservação ambiental. Localizado no Parque Natural da Serra da Estrela e integrado na Grande Rota 22 (GR22) — percurso que conecta 12 Aldeias Históricas de Portugal ao longo de 600 km — o edifício carrega uma história associada à proteção e gestão florestal, agora reinterpretada no quadro da sustentabilidade contemporânea. O desafio da reconversão foi lançado pela Rede de Aldeias Históricas de Portugal ao Mestrado Integrado em Arquitetura da UBI, com o objetivo de transformar o edifício num centro de investigação e inovação, integrando funções de alojamento temporário para investigadores e promovendo atividades abertas à comunidade. A GR22, enquanto infraestrutura turística e cultural de referência, constitui um contexto privilegiado para fomentar a interação entre investigadores, agricultores e visitantes, reforçando a identidade cultural e ambiental da região e promovendo a floresta como motor de conhecimento e de regeneração ecológica. O projeto proposto consiste na reconversão do antigo Posto Florestal de Gouveia num espaço híbrido que integra funções de investigação científica, alojamento temporário e experimentação comunitária, articulando memória e inovação sob a designação de Casa das Sementes. A intervenção baseia-se no princípio de “revelar sem reconstruir”, valorizando a ruína existente como testemunho histórico e matéria ativa do projeto. A proposta recorre a estruturas leves e reversíveis, capazes de introduzir novas formas de habitar e aprender sem comprometer a autenticidade do edifício original. Paralelamente, é introduzida uma Torre de Vigia, elemento simbólico e pedagógico que se assume como metáfora da vigilância e do cuidado ecológico, convidando a uma leitura vertical da paisagem e a uma reflexão sobre o papel da arquitetura na regeneração do território. No seu conjunto, a proposta configura um dispositivo crítico e participativo, onde a arquitetura atua como mediadora entre património, ecologia e sociedade, propondo uma nova ética de intervenção assente na sustentabilidade e na valorização do lugar. Em termos construtivos, a proposta combina técnicas tradicionais com métodos contemporâneos, respeitando as especificidades arquitetónicas e históricas do edifício. Neste processo, será promovido um workshop prático centrado na valorização da pedra, da madeira e da terra como materiais identitários. A iniciativa, apoiada pelo Município de Gouveia e pela Rede de Aldeias Históricas, pretende revitalizar o edifício mesmo no seu atual estado de ruína, adotando uma metodologia de ensino baseada na experiência prática (hands-on learning) e consolidando a Casa das Sementes como espaço de investigação e formação contínua. Paralelamente, o projeto procura contribuir para a dinamização da GR22 enquanto eixo estratégico de ecoturismo e desenvolvimento sustentável do território. Por fim, esta dissertação constitui uma reflexão prática e teórica sobre o papel da arquitetura na preservação das técnicas construtivas tradicionais e na criação de espaços que favoreçam a biodiversidade, propondo um modelo integrador que articula passado e futuro, local e global, memória e inovação. No decorrer do desenvolvimento deste trabalho ocorreram incêndios devastadores que destruíram vastos habitats naturais da Serra da Estrela, facto que veio, sem dúvida, reforçar a pertinência e a urgência do papel aqui proposto para a arquitetura como instrumento de cuidado, vigilância e regeneração do território.
- Arquitetura e Saúde Mental: Centro Terapêutico de bem-estar psicológico para jovensPublication . Moura, Margarida Isabel Pinto; Brandão, Pedro Manuel Isaac; Castro, Ana Rita Martins Ochoa deA Saúde Mental emerge como um tema de crescente relevância, e a compreensão da interação entre o ambiente construído e os estados mentais torna-se, neste contexto, crucial. Apesar do reconhecimento dessa importância, persistem barreiras vinculadas a constrangimentos logísticos e à adequação de espaços especializados que assegurem os cuidados necessários à população. Nesta perspetiva, a presente dissertação propõe compreender de que forma a arquitetura poderá estar aliada à terapia no tratamento de doenças mentais, em particular na faixa etária dos jovens entre os 15 e os 24 anos. Partindo do pressuposto que o ambiente é crucial para a sua recuperação, objetiva-se compreender de que forma e com que características se processa a influência do espaço arquitetónico no tratamento da doença mental, explorando o papel da arquitetura como ambiente terapêutico. A metodologia adotada assenta numa abordagem teórica para enquadramento das estratégias de conceção de ambientes terapêuticos, complementada por uma componente laboratorial através do desenvolvimento de um projeto arquitetónico de um centro terapêutico residencial, que utilize o espaço, bem como os diferentes sentidos que consegue despertar, para a terapia. Este, tem como princípio proporcionar um local digno para a recuperação dos jovens, destinado a promover a interação e o apoio entre os mesmos, assim como proporcionar espaços que permitam a aprendizagem de simples tarefas do quotidiano, com o objetivo de, no futuro, possibilitar a sua (re)integração na sociedade e fomentar a independência. A investigação é ainda enriquecida com entrevistas qualitativas realizadas a diferentes profissionais, incluindo psicólogos, diretores clínicos e arquitetos, com o objetivo de captar perspetivas práticas e experiências, numa análise interdisciplinar que integra arquitetura e saúde mental. Em síntese, propõe-se evidenciar o papel do arquiteto como parte integrante da terapia, numa perspetiva interdisciplinar na conceção de espaços que complementem os tratamentos e promovam o processo de recuperação, através de sensação de bem-estar a nível social, físico e psicológico.
- A Pedra como Material Estrutural na Arquitetura ContemporâneaPublication . Salgueirinho, Liliana Teixeira; Castro, Ana Rita Martins Ochoa de; Pinto, Clemente MartinsA pedra tem tido um dos papéis principais na história da arquitetura enquanto material estrutural, tendo dado origem a alguns dos exemplos mais notáveis da construção ao longo dos séculos. Apesar de ter perdido protagonismo com a Revolução Industrial, sendo substituída pelo betão armado e pelo aço, este recurso continua a revelar-se um material duradouro e resistente. O contexto contemporâneo é marcado pela procura de soluções mais sustentáveis, a pedra ressurge como alternativa capaz de responder às exigências. A presente dissertação analisa a evolução do uso da pedra desde as suas aplicações ancestrais até ao seu papel na arquitetura contemporânea, identificando as razões que conduziram ao declínio da sua utilização e as condições que justificam o seu regresso na atualidade. Para além do enquadramento histórico e técnico, são apresentados casos de estudo internacionais que evidenciam a relevância atual deste material em soluções arquitetónicas inovadoras. Em paralelo, são estudados o território e o granito da zona de Castro Daire que se destaca pela sua facilidade de corte, uma vantagem em termos de produção e redução de custos energéticos. Articulando um trabalho de campo em contexto local, observam-se práticas tradicionais em pedra que moldam o território. Complementarmente, desenvolve-se uma proposta experimental que adapta uma habitação originalmente concebida em betão armado, agora pensada em granito, evidenciando como a pedra pode ter um papel estrutural. Este percurso permite concluir que a pedra pode ser mais do que um elemento de revestimento ou decorativo, trata-se de um material estrutural capaz de responder às exigências de sustentabilidade, funcionalidade e resistência e que pode desempenhar um papel de alta relevância na arquitetura contemporânea.
- (Re)Pensar, (Re)Utilizar, (Re)Adaptar, Reservatórios de Água na Beira Interior: Caso de estudo no concelho do SabugalPublication . Pereira, Roberto Antunes; Castro, Ana Rita Martins Ochoa de; Ginja, Luis Miguel FranciscoTanto o campo como as cidades encontram-se povoados por elementos constituintes dos sistemas de distribuição de água. Mais do que meros objetos de caracter funcional, são também parte integrante da paisagem e estão enraizados na nossa memória visual e coletiva. A relação destes elementos com o território é de total interdependência. Verticais, reservatórios elevados, horizontais, aquedutos de transporte, ou mesmo enterrados, no caso de poços ou cisternas. Estes São objetos associados a sistemas rudimentares, criados face às necessidades da época, mas ainda hoje usados na sua essência, sem grandes variações técnicas ou construtivas e com grande eficácia. A presente investigação centra-se na compreensão dos sistemas de abastecimento de água e com base no território em estudo, o concelho do Sabugal, pensar estratégias de [re]uso de reservatórios de água, apoiados ou elevados, com a premissa voltada para o desenvolvimento da comunidade em que estes se inserem. O novo uso que propomos parte, da obsolescência não programada destas estruturas, que está intimamente relacionada com o crescimento das cidades e das suas periferias. Propomos uma breve contextualização histórica sobre a evolução dos reservatórios do concelho e o seu mapeamento cartográfico. Através da revisão da literatura, procuramos entender a relação destas estruturas com o território, para melhor compreender como através da arquitetura, bem como da revitalização do tecido urbano e dos elementos constituintes do património industrial, pode esta cooperar para mitigar a escassez de água. O contributo que prevemos, visa a compreensão do dinamismo das comunidades, relação simbiótica com a evolução da cidade e dos sistemas de distribuição de água. Para dar corpo à investigação e compreensão da variedade de sistemas envolvidos, propomos a análise das relações com o território, que vão ao encontro da preservação deste tipo de elementos e as suas respetivas técnicas, identificando quer o património construído quer o impacto causado no envolvente. A obsolescência de estruturas edificadas tem sido um frequente tema de debate na sociedade. Desde os núcleos urbanos, até às periferias das cidades, são inúmeros os objetos que voltados ao abandono, assumem o papel de ruína na paisagem. Embora interligados ao tecido urbano, são exceções no seu funcionamento, lugares adormecidos. Contudo, são também lugares, ou no caso, objetos em potência. Pretendemos repensar os reservatórios de água à luz da contemporaneidade, mostrando como devolver esta infraestrutura às comunidades, não como um ciclo que se fechou, mas como o início de uma nova funcionalidade, que pode criar relações e potenciar novos usos. A proposta de intervenção assume relevância enquanto modo de pensar não só o objeto, mas também o objeto no seu contexto. Reveste-se de uma natureza exploratória que pretende desvendar pistas para identificar modos de uso e reapropriação destes objetos, fundamentais para a [re]consciencialização das comunidades face às dificuldades do interior.
