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- Relação entre as condições dos estágios clínicos e o desempenho académico dos estudantes de medicinaPublication . Pedrosa, José Carlos Ganicho; Neto, Isabel Maria Fernandes; Nunes, Célia Maria PintoIntrodução: Vários estudos reforçam a importância da aprendizagem em meio clínico na aquisição de uma variedade de competências. No entanto, apesar da sua importância, o conhecimento sobre as variáveis que influenciam o processo educativo em contexto clínico é limitado e parece existir uma enorme variabilidade entre estudantes no que concerne às suas experiências neste contexto. Deste modo, a investigação realizada no âmbito da aprendizagem em ambiente clínico é fundamental para a contínua melhoria do processo de aprendizagem dos estudantes de medicina. Objetivos: O presente estudo tem como objectivo avaliar o impacto de diferentes variáveis relacionadas com os estágios clínicos (momento, local e género) no desempenho académico dos estudantes de medicina. Métodos: A população em estudo englobou os alunos do 4º ano do MIM da FCS-UBI de 3 (três) anos consecutivos - anos letivos 2016-2019 - que frequentaram os Blocos Clínicos de Gastrenterologia, Cardiologia, Pneumologia, Endocrinologia e Urologia, sendo considerados os seus resultados na Avaliação de Conhecimentos. Recorreu-se ao software Statistical Package for the Social Sciences® (SPSS®), versão 25.0 para Microsoft Windows® e um nível de significância de 5% (p-value<0,05). A amostra foi caracterizada recorrendo à estatística descritiva (média e frequências) e para estabelecer a relação entre o desempenho académico e as variáveis foram usados testes paramétricos (t-test e ANOVA) e não paramétricos (Mann Whitney e Kruskal-Wallis). Resultados: Globalmente os estudantes do género feminino têm melhores notas que os do género masculino. No entanto, quando se analisa esta variável por bloco clínico apenas em Gastrenterologia se verifica esta diferença. O local de estágio não influencia de forma estatisticamente significativa o desempenho académico do estudante (pvalue>0,05). No que concerne ao momento de realização de estágio, registou-se uma diferença no desempenho académico em todos os Blocos Clínicos, excepto Urologia. Destaca-se também uma tendência para uma melhor média de resultados nos estudantes que realizam o seu estágio no 3º trimestre, nomeadamente em Cardiologia, Gastrenterologia e Pneumologia. Conclusão: Uma vez que o género e o local de estágio não apresentam diferenças significativas, conclui-se que as mesmas, isoladamente, não influenciam o desempenho académico dos estudantes de medicina. Para além disso, no que concerne os Blocos Clínicos de Gastrenterologia, Cardiologia, Pneumologia e Endocrinologia, concluiu-se que o momento de realização de estágio, tem influência no desempenho académico, sendo que tendencialmente a rotação que desenvolve o seu estágio no 3º trimestre apresenta melhores resultados. É necessário um melhor conhecimento das razões daquelas diferenças para promover um ensino mais equitativo.
- A influência da Dieta Mediterrânica no desenvolvimento da AterosclerosePublication . Pereira, Diogo Nuno Osório; Oliveira, Maria Elisa Cairrão RodriguesIntrodução: A dieta é uma parte fundamental da saúde e, portanto, consegue ter uma influência diferente dos medicamentos, por ser a fonte de energia que dá origem a diversos processos metabólicos no nosso corpo. No caso da Dieta Mediterrânica, poderá ser das melhores dietas em termos cardiovasculares, visto que é bem equilibrada, tem uma grande fonte de gordura insaturada e um consumo reduzido de carnes vermelhas. Desta forma, este tipo de dieta poderá ter uma grande influência no desenvolvimento da aterosclerose. Esta tese tem como objetivo demonstrar a relação entre uma alimentação com base numa dieta mediterrânica e a evolução da placa aterosclerótica. Métodos: Após uma pesquisa na PUBMED com “mediterranean diet and atherosclerosis” como palavras-chave, os artigos encontrados foram selecionados de forma a abranger os efeitos desta dieta no desenvolvimento da aterosclerose. Uma análise extensa e sistemática destes artigos permitiu analisar os efeitos cardiovasculares de vários componentes da dieta Mediterrânica e a sua relação como um todo, não só relativamente à aterosclerose, mas também na prevenção de outras doenças cardiovasculares como, AVC, Enfarte do Miocárdio, Diabetes e Síndrome Metabólico. Resultados: Todos os artigos apontam para uma relação benéfica entre a dieta Mediterrânica e os parâmetros inflamatórios, levando a uma melhoria não só na aterosclerose, mas também de outras doenças cardiovasculares. Para além disso, também foi possível comprovar os efeitos benéficos do azeite a nível vascular, sendo esta a principal fonte de gordura na dieta. Conclusão: A dieta Mediterrânica apresenta efeitos positivos, não só a nível da prevenção de várias doenças cardiovasculares, mas também apresenta indícios de prevenção secundária nas recorrências de patologias como o AVC. Tendo em conta todos os dados obtidos em todos os artigos apresentados e tendo como base o estudo PREDIMED, foi possível concluir que a dieta mediterrânica tem benefícios superiores na saúde cardiovascular quando comparada com outras dietas recomendadas. Desta forma, esta dieta poderá ser prescrita pelos profissionais de saúde como forma de prevenção nos pacientes em risco cardiovascular.
