Percorrer por data de Publicação, começado por "2025-06-02"
A mostrar 1 - 4 de 4
Resultados por página
Opções de ordenação
- Gramática háptica: Proposta exploratória para o design de interfaces táteisPublication . Baldaia, Ricardo Morais; Estêvão, Sara Velez; Ferreira, Joana Casteleiro Alves PitrezO advento do computador veio transformar as interações do ser humano com os meios que o rodeiam, principalmente no contexto digital. Desde então, observa-se uma influência crescente do mundo físico sobre o digital, inicialmente a nível gráfico e, mais recentemente, no âmbito da experiência de utilização. Neste enquadramento, a interação háptica assume um papel central, constituindo-se como um elemento fundamental na promoção de uma conexão sensorial mais tangível e imersiva com as interfaces digitais. A presente dissertação tem como objetivo promover uma maior aproximação entre o mundo físico e as interfaces digitais, através do desenvolvimento de uma proposta exploratória de gramática háptica, complementar à gramática gestual. A proposta é concebida para os smartphones, tablet e smartwatches, priviligiando uma interação baseada em gestos realizados pelo utilizador, complementada por feedback háptico fornecido pelo dispositivo. Esta abordagem visa criar uma interação homem-computador (HCI) mais próxima, rica e completa. A metodologia de investigação adoptada é estruturada em duas partes: Numa primeira fase, foi realizada uma revisão bibliográfica exaustiva, acompanhada da descrição detalhada do estado da arte, com o objetivo de mapear os principais conceitos, abordagens e contributos relevantes para a área em estudo. Na segunda fase, foi desenvolvida uma proposta exploratória de gramática háptica, que se baseou nas aprendizagens e lacunas identificadas na fase inicial. A proposta de gramática háptica apresentada pode constituir um passo importante para o avanço das interações digitais baseadas no tato, promovendo a uniformização do feedback háptico, facilitando a sua adoção e aplicação por designers e desenvolvedores, e proporcionando aos utilizadores experiências sensoriais mais imersivas e enriquecedoras.
- Efeitos da Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas Versus Dispositivos de Avanço Mandibular na Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono: Revisão SistemáticaPublication . Martins, Maria Henriques; Silva, José Manuel Paulo daIntrodução: A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono é um distúrbio respiratório crónico, caracterizado por colapsos recorrentes das vias aéreas superiores durante o sono, originando uma obstrução no fluxo de ar e, portanto, uma diminuição dos níveis de saturação de oxigénio. Como consequência, a hipóxia, a pressão torácica negativa e os despertares noturnos frequentes, podem levar a um aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, contribuindo para um maior risco de hipertensão, arritmias ou outras doenças cardiovasculares. Além disso, a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono tem uma forte associação com doenças metabólicas, sendo que uma grande parte dos doentes acabam por preencher os critérios da síndrome metabólica. Por isso, existe a necessidade de oferecer múltiplas modalidades de tratamento, a fim de modificar o seu perfil de risco cardiovascular e metabólico, que neste momento incluem além da Pressão Positiva Contínua nas Vias aéreas, as estratégias de perda de peso e de programas para aumentar a atividade física e os aparelhos orais. Assim, o principal objetivo desta revisão sistemática é perceber e comparar os efeitos que a Pressão Positiva Contínua nas Vias aéreas e os Dispositivos de Avanço Mandibular têm em doentes com esta patologia e avaliar a possibilidade de usar aparelhos orais mesmo em casos mais graves. Metodologia: Procedeu-se à pesquisa bibliográfica de ensaios clínicos randomizados cruzados e de ensaios clínicos randomizados controlados, que comparem os efeitos da Pressão Positiva Contínua nas Vias aéreas e dos Dispositivos de Avanço Mandibular, em pessoas maiores de 18 anos, com diagnóstico de Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono, através da base de dados PubMed. Foram utilizadas as seguintes palavras-chave: “Continuous Positive Airway Pressure” AND “Mandibular Advancement Device” AND “Obstructive Sleep Apnea”. A Avaliação de risco de viés foi feita de acordo com o “Revised Cochrane risk-of-bias tool for randomized trials (RoB 2)”. Resultados: Foram obtidos inicialmente 253 resultados, no entanto apenas 17 estudos foram incluídos nesta revisão sistemática, tendo praticamente todos os estudos um risco de viés “pouco claro”, à exceção de dois estudos, onde o risco de viés é “alto”. Os outcomes dos artigos selecionados incluem os resultados polissonográficos, outcomes funcionais e qualidade de vida, outcomes cardiovasculares e metabólicos, efeitos adversos, adesão, preferência e satisfação, custo-efetividade e custo-utilidade. Discussão: Os parâmetros polissonográficos melhoram mais significativamente com a Pressão Positiva Contínua nas Vias aéreas comparativamente com o Dispositivo de Avanço Mandibular. No entanto, apesar da Pressão Positiva Contínua nas Vias aéreas ser mais eficaz na atenuação da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono e também mais custo-efetiva, o Dispositivo de Avanço Mandibular tem na generalidade maior adesão, o que permite restaurar um sono satisfatório, levando consequentemente à melhoria dos sintomas subjetivos. No entanto, não existe uma diferença significativa entre os dois tratamentos nos outcomes funcionais e na qualidade de vida. Além disso, apesar de demonstrado o maior impacto nos outcomes metabólicos com a Pressão Positiva Contínua nas Vias aéreas, alguns estudos demonstraram que nenhum dos dois tratamentos apresentou melhorias significativas nos desfechos cardiovasculares. Conclusão: Os resultados obtidos nesta revisão sistemática vão ao encontro daquilo que é a prática atual, ou seja, o uso do Pressão Positiva Contínua nas Vias aéreas como gold-standard para os casos moderados a graves de Apneia Obstrutiva do Sono e também como uma boa opção para a apneia leve do sono. Já os aparelhos orais são uma opção eficaz para casos de gravidade leve a moderada, que preferem este tratamento à Pressão Positiva Contínua nas Vias aéreas ou que não a conseguem tolerar.
- Bisfenol A e Síndrome do Ovário PoliquísticoPublication . Mendes, Beatriz Ferreira Guilherme; Oliveira, Maria Elisa Cairrão RodriguesIntrodução: A Síndrome do Ovário Poliquístico afeta uma percentagem relevante da população feminina mundial e contribui significativamente para uma redução da qualidade de vida destas mulheres. Engloba uma variedade de manifestações que incluem disfunção ovárica, hiperandrogenismo e morfologia ovárica poliquística. Alguns estudos recentes debruçaram-se sobre este tema, em particular sobre a possível influência de um disruptor endócrino, o bisfenol A, no desenvolvimento da síndrome. Objetivos: A presente revisão visa explorar a relação entre a Síndrome do Ovário Poliquístico e o bisfenol A. Metodologia: Pesquisa, entre Maio e Agosto de 2023, de artigos científicos relacionados com o tema, utilizando como motores de busca: PubMed, Google Scholar, Elsevier e Springer. Resultados: Vários estudos observaram correlações entre o bisfenol A e a Síndrome do Ovário Poliquístico, ou entre o disruptor endócrino e outros parâmetros associados à patologia. No entanto, nem todos os resultados foram concordantes. Conclusão: Os estudos atuais abordam o tema de diferentes perspetivas e recorrem a métodos distintos para o fazer, por vezes obtendo resultados discordantes. Desta forma, e tendo em consideração a importância atual da síndrome e do conceito de disruptor endócrino, são essenciais mais investigações nesta área que nos permitam ajudar as gerações atuais e futuras.
- Valores e Preferências nos Cuidados de Saúde em adultos mais velhosPublication . Costa, Maria Teresa Ribeiro e Silva Gomes da; Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins; Amaral, Ana Paula SaraivaIntrodução: Tem-se assistido a um aumento exponencial das pessoas com 60 ou mais anos, sobretudo nos países mais desenvolvidos. Com o aumento da esperança média de vida e, consequentemente, aumento da prevalência das doenças crónicas, é expectável um aumento de situações em que as pessoas terão de tomar decisões relativas aos cuidados de saúde. A tomada de decisão em saúde é influenciada por aspetos pessoais e relacionados com valores e preferências dos indivíduos. Este estudo pretende (1) averiguar os aspetos mais valorizados pelas pessoas mais velhas quando tomam decisões sobre a saúde e (2) analisar se existem diferenças quanto às preferências em saúde em função de variáveis sociodemográficas e clínicas. Materiais e métodos: Participaram no estudo 234 participantes, 153 (65,38%) mulheres e 81 (34,62%) homens, com idades entre os 60 e 98 anos (M = 70,68; DP = 7,57), que responderam ao Questionário de Valores e Preferências em Saúde (QVP-Saúde), composto por 4 dimensões (Envolvimento médico, Envolvimento familiar, Autonomia na tomada de decisão e Preocupações acerca da dependência), e a um Questionário de recolha de informação sociodemográfica e sobre o estado clínico, sob formato online ou presencial. Resultados: Os resultados indicaram que, em termos médios, quando tomam decisões sobre a sua saúde, as pessoas valorizam mais a preocupação quanto à possibilidade de dependência (M = 2,07; DP = 0,57). Observou-se que o aumento da idade se encontra positivamente associado ao envolvimento da família (r = 0,292; p < 0,001), ao desejo de manter a autonomia nos processos de decisão (r = 0,210; p = 0,001), bem como à preocupação acerca da possibilidade de ficar dependente (r = 0,184; p = 0,005). Quanto às mulheres, estas apresentaram, em média, maior desejo de Autonomia na tomada de decisão (M = 7,17; DP = 2,41) e maior preocupação com a Dependência (M = 15,03; DP = 3,75) do que os homens. Quanto à presença de patologias, os participantes com morbilidades apresentaram pontuações mais elevadas no Envolvimento Familiar (t (232) = -2,435; p = 0,016), na Autonomia (t (232) = -3,514; p = 0,001) e na Dependência (t (232) = -2,246; p = 0,026). Quanto à escolaridade, os participantes com níveis de escolaridade mais baixos valorizam um maior Envolvimento médico (M = 9,02; DP = 1,75) e Envolvimento Familiar (M = 6,42; DP = 3,62). Conclusão: O estudo revela que o QVP-Saúde pode ser usado com adultos mais velhos para avaliar os valores e preferências dos indivíduos, permitindo, assim, uma medicina centrada na pessoa, com maior sucesso terapêutico e humanização alertando para a as diferenças que existem em função das variáveis sociodemográficas e do estado clínico do indivíduo.
