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Orientador(es)
Resumo(s)
Neste artigo aborda-se o conceito de persuasão e os seus limites – inicialmente conceptuais e, depois, ontológicos. O repto preludial da reflexão encontra-se em Nietzsche: “O que se designa de ‘retórica’ como recurso de arte consciente, sempre esteve activo como recurso de arte inconsciente na linguagem” (“Notas de Lições sobre Retórica e Linguagem”). Trata-se, pois, de alertar para o ambivalente sentido de crise da retórica, o qual se diz em termos de uma vulnerável condição de crise (krisis), tendo por fio condutor a distinção entre a "retórica da crise” e a “crise da retórica” e, a partir daí, um vislumbre pormenorizado de uma trama que entrelaça ambos os conceitos. Tal articulação constitui uma ocasião de clarificação das “transições” a que a Retórica se encontra historicamente sujeita – e às quais tem sabido sobreviver. Por fim, perante os “ecossistemas comunicacionais de complexidade crescente”, propõe-se uma análise de três “prolegómenos a toda a Retórica futura” – como antídoto da violência, uma gestão discursiva da percepção, ir a jogo de boa-fé –, procurando revisitar a clássica trilogia aristotélica logos-ethos-pathos.
Descrição
Palavras-chave
Aristóteles Retórica Persuasão Oratória Eloquência História da Retórica Linguagem Manipulação Discurso da acção Argumentação Comunicação Espaço público
Contexto Educativo
Citação
Amaral, António (2025). Da retórica das crises às retóricas em crise: crise da Retórica?. in: Domingues, J. A. e Pinto, J. (eds). Retórica. Literatura Cultura, Húmus, 13-35
Editora
Húmus
