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FAL - DCFP | Documentos por Auto-Depósito

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Recent Submissions

Now showing 1 - 10 of 304
  • Ferreira de Castro, Manuel da Bouça e Manuel António Júnior: O universal drama
    Publication . Rosa, José Maria da Silva
    Quase cem anos depois de terem sidos escritos, podemos ler hoje, com renovada actualidade, os romances de Ferreira de Castro sobre a temática das migrações. São vários os livros que ele inscreve nesse tópico: Emigrantes (1928) Selva (1930), Terra Fria (1934), muito especialmente o primeiro. [...]
  • Safeguarding lives: An informational model for communicating wildfire disasters
    Publication . Toniolo, Bianca Persici; Gonçalves, Gisela; Lovari, Alessandro
    This theoretical article introduces an original model for planning and evaluating risk and crisis communication by public organizations in disasters, with a particular focus on wildfires. Adopting a systemic and integrative perspective, the Loop Model synthesizes knowledge from specialized literature and draws upon well-established scientific theories and models to highlight the critical role of communication throughout every stage of forest and wildfire management. Developed through an extensive literature review and applied to the chronological pattern of wildfires in Portugal, the framework demonstrates both theoretical relevance and practical applicability. It may also be adapted as a framework for evaluating and planning communication strategies and messages in response to other climate- and weather-related disasters. The proposed model yields the Informational Quality Indicator (IQI), designed to assess the quality of public organizations’ risk and crisis communication. A higher IQI value indicates that the communication prioritizes public protection over political reputation management. By advancing a comprehensive framework, this article contributes to the refinement of crisis and risk communication theory while offering practical guidance for public organizations facing disaster scenarios, which can be further tested in future research.
  • Aristotelismo
    Publication . Amaral, António
    Graças ao efeito contagiante de uma reabilitação da filosofia prática (Rehabilitierung der praktischen Philosophie) – mote que germina e se dissemina no panorama filosófico alemão nos inícios dos anos 70 do século passado – eis que um súbito interesse deflagra relativamente a tudo o que diga respeito a Aristóteles, com especial enfoque nos textos onde, à luz de novas e originais perspectivas, a filosofia prática pode neles ser revisitada e relançada em fertilização cruzada com todos os restantes domínios e recantos da sua obra, desde o primeiro e mais juvenil dos diálogos, o Protrepticus, até ao derradeiro tratado da maturidade, a Política.
  • Emancipação
    Publication . Amaral, António; IEAC-GO
    Por muito, todavia, que a ideia de emancipação encontre a sua expressão conceptual mais densa na história das ideias, no pensamento filosófico (político e social), na sociologia e na teoria social, a sua amplitude semântica não se pode esvair por entre os dedos de um único manuseamento interpretativo. A hodierna emergência de “novas dominações”, de “novas precaridades” e de “novos direitos”, cujo lance emancipatório reivindica a urgência social, económica e política de “novos pactos de confiança” sob o signo de uma ecologia humana integral, i.e. plural, participativa e inclusiva, longe de subestimar ou marginalizar a dimensão religiosa, convoca e compromete a sua irredutível presença.
  • Hilemorfismo
    Publication . Amaral, António; IEAC-GO
    Designa-se por hilemorfismo o resultado de uma síntese compósita entre matéria (- hylê) e forma (- morphê). Apesar de esse termo não comparecer grafado ad literam nos tratados de Aristóteles – encontrando-se a sua origem lexical reportada a uma vaga, mas muito incerta, construção terminológica oitocentista – a ideia que se lhe associa reveste-se, todavia, de uma crucial importância para a sua filosofia. A base conceptual remete para a teoria da substância (ousia; hypokeimenon), à qual inerem três possibilidades constitutivas: matéria (“hyle”), forma (“eidos” ou “morphe”) ou composto (“synolon”). O hilemorfismo foi historicamente absorvido, desde logo em ambiência neoplatónica pela pena de Ibn Gabirol (Avicebron), e já depois teologicamente reutilizado em contexto medieval cristão (a partir e com base num notório influxo escotista e tomista), sem que, surpreendentemente, nada o tivesse impedido de reemergir em teorizações filosóficas na ciência contemporânea, v. g. no contexto heisenberguiano da mecânica quântica.
  • Qualidades (adquiridas e adstritas)
    Publication . Amaral, António; IEAC-GO
    O termo qualidade significa, no seu imediato e intuitivo emprego linguístico, “aquilo pelo qual algo é do modo que é”. Atendendo à sua etimologia latina, a qualitas liga-se primariamente ao pronome qualis (“qual”) traduzível no seu recorte interrogativo por “de quê?”, i.e. “de que natureza?”, “de que espécie?”. Umbilicalmente vinculado a esse enraizamento etimológico, o termo qualidade sedimentou gradualmente o seu sentido nas ideias de propriedade, aquisição, poder, faculdade, carácter, nível, grau ou estatuto. A dimensão qualitativa pode, num acercamento imediato e preliminar, ser abordada sob dois prismas: por um lado, como qualidade “adstrita”, i.e. enquanto expressão de uma marca congénita; por outro, como qualidade “adquirida”, enquanto resultado de um processo cumulativo que entrelaça aprendizagem, treino e experiência. O binómio adstrito/adquirido persiste actualmente no debate filosófico que disseca a clivagem inatismo/aquisitivismo, sem que qualquer consenso teórico se vislumbre para as multifacetadas e divergentes teses em jogo.
  • Simone Weil: Vida e Contexto Histórico
    Publication . Amaral, António; IEAC-GO
    Simone Adolphine Weil nasce em Paris a 3 de fevereiro de 1909, no apartamento dos pais Bernard Weil e Salomea "Selma” Weil. Beneficiando de um próspero ambiente familiar judaico, de matriz alsaciana e declaradamente agnóstica, Simone Weil, três anos mais nova, desenvolve laços de forte cumplicidade e admiração com o seu único irmão e futuro matemático de renome André Weil. Apontada pelo aclamado filósofo francês Albert Camus como «o único grande espírito do nosso tempo» [sic. in Lettre à Selma Weil , 1951], dedicará a sua vida ao ensino, ao estudo da cultura clássica em interdisciplinaridade com as humanidades, as artes e as ciências, assim como a uma ininterrupta e por vezes dispersiva produção textual nos domínios historiográfico, filosófico, sociológico, religioso e ascético-místico, recorrendo a registos estilísticos tão multifacetados como o auto-biográfico, o interventivo, o ensaístico, o epistolar, e o poético. No ápice de pouco mais de três décadas de vida, a um intermitente desempenho lectivo, somar-se-ão actividades de extenuante desgaste físico e psíquico como as de operária fabril e tarefeira agrícola, e outras mais como as que, em fervoroso activismo social, sindical e até político, a fizeram a lutar ao lado de anarquistas republicanos na Guerra Civil Espanhola e, tempos depois, a integrar o movimento de resistência anti-nazi em Londres. Volvidos três dias de internamento hospitalar motivado por tuberculose, a sua vida extingue-se aos 34 anos de idade no Sanatório Grosvenor, em Ashford, a 24 de agosto de 1943.
  • A comunicação política de André Ventura: Uma análise à utilização do Instagram durante o período de debate e votação do Orçamento de Estado para 2025
    Publication . Deodato, Rita; Costa, Bruno Ferreira; Correia, João; Di Fátima, Branco; Danielly, Bezerra; Salvador, Inês
    A utilização das redes sociais como ferramenta de comunicação política tem registado um crescimento significativo na última década, alterando, de forma profunda, as dinâmicas tradicionais de interação entre atores políticos e cidadãos. Plataformas como o Instagram têm-se afirmado como espaços privilegiados para a disseminação de mensagens políticas, promoção da imagem dos líderes e mobilização do eleitorado, sobretudo entre os segmentos mais jovens da população (Matthes, Nanz, Stubenvoll e Heiss, 2020; Gonzalez, Schmuck e Vandenbosch, 2023).
  • Nominalismo, atomismo lógico e discursividade metafórica: entre Aristóteles e Ricoeur
    Publication . Amaral, António
    Remonta a Aristóteles o primeiro esforço bem-sucedido para alcançar e estabilizar uma definição filosófica de metáfora: «A metáfora — refere o Estagirita — é a transferência “para uma coisa” do nome de uma outra “coisa”» [...]
  • Ontem desci ao Pireu… Um post-it filosófico sobre as linhas inaugurais da República de Platão
    Publication . Amaral, António
    Longe de prefigurar uma "queda" - entendida como "decadência", "declínio" ou "rebaixamento" - o sentido da descida de Sócrates ao Pireu te sobretudo a ver com o enraizamento, a incorporação e a domiciliação da experiência filosófica, no horizonte da experiência situada e relacional da vida humana em comum.