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Ver fazer e fazer ver

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Para Aristóteles, o agente é sempre eticamente responsável pelos resultados práticos obtidos, não porque debita um discurso (já muito retardatário, aliás) para descrever, avaliar ou justificar o que foi feito, mas porque justamente o que foi feito já coloca à vista de todos um texto eticamente significativo. Se, por conseguinte, não quisermos ficar reféns de uma moral de trazer por casa ou, pior do que isso, de um moralismo apenas interessado em prescrever uma normatividade disfarçada de domesticação comportamental, cada acto por nós realizado terá de “tornar sua” a virtude não por reacção automatizada e externalista, mas por apropriação autónoma e interiorizada, à imagem e semelhança do indivíduo prudente que se torna para os demais critério vivo e incarnado de um agir ético que apenas conhecerá o alcance teleológico de cada acto virtuoso tão-só na medida em que este manifestar o ergon, a obra, de uma proairesis, de uma eleição ponderada.

Descrição

Palavras-chave

Aristóteles Filosofia prática aristotélica A relação retórica-ética em Aristótles Decisão prudencial e acção discursiva Ontopoiese da acção Deliberação e discernimento ético Prudência e habilidade prática Mimese e auto-realização

Contexto Educativo

Citação

Amaral, António (2019). Ver fazer e fazer ver. A retórica da acção na ética prudencial de Aristóteles. In: PRAKTON. Discursividades da acção em Aristóteles. Covilhã: Editora LabCom.IFP, 235-258

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