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- Suicidal Behavior among Portuguese Medical Students - A Nationwide StudyPublication . Martins, José Rodrigo Costa; Duarte, Marta Isabel Ferreira; Teixeira, Laetitia da Costa; Vitória, Paulo dos Santos DuarteBackground: Suicidal behavior among medical students is a critical public health concern, yet research in Portugal remains scarce. This study aimed to assess the prevalence of suicidal behavior among Portuguese medical students and identify associated risk and protective factors. Methods: A cross-sectional study was conducted among students from seven Portuguese medical schools. Participants (n=638) were surveyed via validated instruments to assess suicidal behavior, childhood trauma, social support and mental health status, along with a sociodemographic questionnaire. Logistic regression analyses identified independent predictors of suicide risk. Results: A total of 638 students participated (Mage=22.4 SDage=3.3; 77.3% cis-gender female) in the study, with 43.9% (n = 278) classified as high risk for suicide (SBQ-R = 7). Suicidal ideation in the past year was reported by 31.7% (n = 202), and 2.7% (n = 17) attempted suicide. Independent risk factors included adverse childhood experiences (OR = 1.265, 95% CI: 1.088–1.471, p = 0.002), experiencing a serious illness or accident of a close person (OR = 2.167, 95% CI: 1.290–3.638, p = 0.003), and lack of psychiatric care (OR = 4.073, 95% CI: 2.524–6.573, p < 0.001). Protective factors included higher perceived social support (OR = 0.439, 95% CI: 0.332–0.581, p < 0.001) and better mental health status (OR = 0.962, 95% CI: 0.950–0.974, p < 0.001). Conclusions: Portuguese medical students exhibit a high prevalence of suicidal behavior, associated with multiple risk and protective factors. Lack of psychiatric care, adverse childhood experiences, and acute life stressors were key predictors of suicidality, while strong social support emerged as the strongest protective factor. The identification of predictive factors of suicidal behavior allows for early interventions of at-risk students and targeted prevention efforts. A medical education framework that prioritizes both academic excellence and student well-being is crucial to fostering a healthier learning environment.
- Influência da Comunicação Médico-Paciente na Saúde da População Idosa InativaPublication . Castro, Inês Maria Gomes e; Vitória, Paulo dos Santos DuarteIntrodução: A Comunicação Centrada no Paciente (CCP) é reconhecida como a forma de comunicação mais adequada nos cuidados de saúde. A CCP é uma competência clínica indispensável, com impacto positivo em aspetos como a adesão terapêutica, nos resultados clínicos e no bem-estar emocional dos pacientes. Objetivo: O presente estudo possui como objetivo principal estudar a influência da CCP no estado de saúde da população idosa economicamente inativa. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo observacional, descritivo e transversal entre agosto e setembro de 2024, com uma amostra de 94 participantes, com idade superior ou igual a 70 anos (M=80,60 e DP=7,03), a maioria do sexo feminino (N=56, 59,6%), dos quais 30 são residentes de Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI), 30 frequentam Centros de Dia (CD) e 34 não frequentam nenhuma das instituições mencionadas. Foram excluídos casos com patologia demencial ou trabalho remunerado. Foi aplicado um questionário composto pela Escala CCP e o SF-12v2, que avalia a qualidade de vida relacionada com a saúde reportada pelo participante. Os dados obtidos foram analisados com recurso ao software SPSS (Versão 29.0.1.0). Resultados: A pontuação média da CCP foi de 66,01, sendo que o grupo do sexo masculino obteve uma pontuação mais elevada do que o grupo do sexo feminino (p=0,031). Apurou-se, simultaneamente, que valores mais elevados de CCP correspondem a participantes que não frequentam ERPI ou CD, demonstrando uma relação positiva entre a CCP e a autonomia (p=0,013). Observou-se uma correlação estatisticamente significativa positiva entre a CCP e os domínios Funcionamento Físico (FF), Desempenho Físico (DF) e Saúde Mental (SM) da qualidade de vida relacionada com a saúde (?=0,237, p=0,022; ?=0,209, p=0,043 e ?=0,236, p=0,022 respetivamente). Por outro lado, observou-se uma correlação negativa entre a CCP e o domínio Vitalidade (VT) (?=-0,267, p=0,009). Estes resultados são concordantes com a correlação obtida entre a CCP e as Medida Sumário Física (MSF) e Mental (MSM), com uma relação positiva entre a CCP e a MSF (?=0,210, p=0,042) e negativa entre a CCP e a MSM (?=-0,212, p=0,040). A oportunidade de colocar questões durante a consulta e a inclusão dos pacientes idosos nas decisões relativas à sua saúde, associaram-se a valores mais elevados de SM (?=0,316, p=0,002 e ?=0,211, p=0,041). Simultaneamente, os participantes que indicavam um “outro médico especialista” como médico de referência relataram que estes os incluíam mais frequentemente na tomada de decisões partilhada (p=0,017). Conclusão: Este estudo reitera a importância da CCP como pilar essencial para a promoção da qualidade de vida relacionada com a saúde, na população idosa economicamente inativa. É, por isso, importante aprofundar o conhecimento desta relação entre a comunicação clínica, a saúde e o seu bem-estar emocional e promover a CCP na prática clínica.
- O Impacto da Pandemia COVID-19 nas Perturbações de Sono em Profissionais de Saúde: Uma Revisão Sistemática de LiteraturaPublication . Dias, Inês Santos; Vitória, Paulo dos Santos DuarteIntrodução: A pandemia de COVID-19 impactou profundamente diversos aspetos da saúde global, incluindo os padrões de sono, especialmente em profissionais de saúde. Alterações como insónia, má qualidade do sono e distúrbios relacionados têm sido amplamente documentadas, com implicações significativas para a saúde, o bem-estar e desempenho desses profissionais. Objetivos: Sintetizar as evidências sobre o impacto da pandemia de COVID-19 nas perturbações de sono em profissionais de saúde, identificando as principais alterações, a sua prevalência e os fatores de risco e protetores associados. Metodologia: Revisão sistemática de literatura, seguindo as diretrizes PRISMA-2020, realizada nas bases dados PubMed, Scopus e Scielo entre julho e setembro de 2024, tendo sido incluídos estudos publicados entre janeiro de 2020 e janeiro 2024 . Foram incluídos 11 estudos realizados na Europa e América, envolvendo profissionais de saúde. Resultados: As perturbações de sono mais frequentes incluíram a má qualidade do sono (45%-95,5%) e a insónia (30%-65,6%). Sonolência diurna, pesadelos e roncopatia, redução na duração do sono, outras alterações psicológicas associadas, como ansiedade, depressão e burnout, bem como o aumento na utilização de psicofármacos também foram descritos, embora em prevalências menores. Fatores como carga de trabalho excessiva, contacto direto com pacientes com COVID-19, trabalho por turnos e inadequação de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e ser do sexo feminino foram associados a piores desfechos. Por outro lado, suporte organizacional e boas condições laborais foram identificados como fatores protetores. Discussão e Conclusão: A pandemia de COVID-19 exacerbou significativamente as perturbações de sono em profissionais de saúde, comprometendo a sua saúde mental e desempenho profissional. Estratégias de suporte psicológico e organizacional são cruciais para mitigar esses efeitos e promover o bem-estar dos profissionais. Estudos longitudinais são necessários para avaliar as consequências a longo prazo.
- Prevalência e Fatores Associados a Ortorexia Nervosa em Estudantes Universitários – Revisão SistemáticaPublication . Filipe, Maria dos Santos; Vitória, Paulo dos Santos DuarteIntrodução: A “Ortorexia Nervosa” (ON) define-se como uma obsessão severa pela ingestão de alimentos minimamente processados e interpretados como saudáveis, cujo foco é na qualidade da dieta, culminando em elevados níveis de ansiedade, com repercussões na vida diária. Determinar a prevalência desta condição e os fatores associados poderá contribuir para a avaliação do seu impacto na saúde pública, bem como para a intervenção precoce em indivíduos em risco. Objetivo: Determinar a prevalência de ON em estudantes universitários e avaliar os fatores associados com a ON nesta população. Métodos: A presente revisão foi desenvolvida em concordância com a metodologia PRISMA, através de uma pesquisa sistemática da literatura nas bases de dados PubMed, Scopus, Web of Science e CINAHL, com os seguintes termos de pesquisa: ("orthorexia nervosa" OR "orthorexia") AND ("prevalence" OR "epidemiology" OR "frequency" OR "incidence") AND ("university students" OR "undergraduates" OR "college students"). Foram incluídos os estudos que indicavam a prevalência de ON, com especificação dos respetivos cut-offs aplicados, fatores associados a esta condição e escritos em inglês ou português. A avaliação da qualidade metodológica dos artigos selecionados fez-se através da Escala de Avaliação da Qualidade Hawker et al. Resultados: Foram considerados 29 estudos. Os valores de prevalência obtidos são díspares e dependem dos variados instrumentos de avaliação aplicados, oscilando entre [1,70% - 85,1%]. Verificaram-se incongruências nos fatores de risco associados à ON. Destacam-se os hábitos alimentares prévios, a prática excessiva de atividade física, fatores da personalidade e a autoperceção corporal e física. Os alunos que frequentavam cursos de Nutrição, Educação Física e outras áreas da Saúde não especificadas, apresentaram um maior risco de desenvolvimento de ON; a ON foi mais prevalente em alunos que se encontravam nos anos iniciais dos seus respetivos cursos. Discussão: O conceito de ON ainda não está claramente definido e os critérios de diagnóstico e os instrumentos de avaliação carecem de validação, resultando em estimativas de prevalência muito variáveis e em reduzida robustez nos resultados sobre os fatores de risco associados. A associação da ON com hábitos alimentares prévios, prática excessiva de atividade física, fatores da personalidade, autoperceção corporal e física e o nível de educação, consolida a importância de intervenções preventivas e educativas, bem como de apoio psicológico precocemente na formação académica dos alunos. Acresce, ainda, a necessidade de realização de estudos longitudinais, para avaliar de que forma é que esta entidade surge; se isoladamente e independentemente de outras perturbações alimentares ou se enquanto um predecessor.
