Faculdade de Artes e Letras
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Percorrer Faculdade de Artes e Letras por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "04:Educação de Qualidade"
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- Agua futura mueve molino: Los ODS en la formación de profesores de ELE en PortugalPublication . Cao Míguez, Ana Belén; Vázquez Diéguez, Ignacio; Álvarez-Rosa, C. V.La educación es la base de la ambiciosa transformación de nuestro mundo que plantea la Agenda 2030 y sus 17 objetivos de desarrollo sostenible (ODS). Como responsables de la formación de profesorado de ELE en la enseñanza obligatoria portuguesa, consideramos esencial concienciar y capacitar a nuestro alumnado en ese sentido, preparándolo para promover el desarrollo sostenible entre quienes constituyen los futuros agentes del cambio. En este capítulo presentamos una experiencia desarrollada con esa finalidad en el ámbito del máster en Ensino de Português e de Espanhol (UBI). Partiendo de un enfoque centrado en el estudiante y orientado a la acción, e inspirándonos en la metodología del Aprendizaje Integrado de Contenidos y Lenguas Extranjeras, desafiamos a nuestras alumnas a diseñar unidades didácticas que incluyesen materiales y actividades relacionadas con la problemática del agua para desarrollar la competencia comunicativa en ELE, conformando simultáneamente una ciudadanía mundial crítica y comprometida con los ODS.
- A Ansiedade na Era Digital: A Transformação da Angústia à Luz de Jean-Paul SartrePublication . Oliveira, Thaís de Sá; Nascimento, André Barata; Castro, Fernando José Gastal deA era digital instaurou um novo regime de presença e ação, no qual a liberdade humana se exerce sob mediações técnicas e algorítmicas que antecipam, modulam e quantificam cada ato. Nesse contexto, o problema filosófico que orienta esta investigação consiste em compreender como a experiência originária da angústia – pela qual o ser humano se descobre condenado à liberdade – foi historicamente transfigurada em ansiedade digital, uma forma difusa de alienação e sofrimento que caracteriza a subjetividade contemporânea. Trata-se de interrogar o modo de ser do para-si em um mundo em que as mediações técnicas precedem e orientam a transcendência, convertendo a liberdade em cálculo e a escolha em probabilidade. O objeto da tese é examinar a relação entre liberdade, angústia e ansiedade no pensamento de Jean-Paul Sartre, em diálogo com o contexto técnico e cultural da era digital. A análise concentra-se nas obras de Sartre produzidas entre 1936 e 1960 – da psicologia fenomenológica à Crítica da Razão Dialética – período em que se estruturam as categorias centrais de sua fenomenologia existencial: intencionalidade, emoção, imaginação, liberdade, má-fé, temporalidade e o prático-inerte. Essas categorias são reinterpretadas à luz das mediações digitais contemporâneas, trazendo a filosofia de Sartre ao diálogo com teóricos da cibercultura e da sociologia do tempo, como Pierre Lévy, Manuel Castells, Jean Baudrillard, Sherry Turkle, Marc Augé, Hartmut Rosa, Byung-Chul Han, e André Barata. A hipótese central sustenta que a ansiedade digital constitui um desdobramento histórico e ontológico da má-fé – entendida como a tentativa da consciência de escapar à angústia inerente à liberdade. Argumenta-se que a ansiedade emerge como conduta psicofísica pela qual o ser humano busca atenuar o confronto com o nada que o fundamenta, ao mesmo tempo em que interioriza as coerções de um mundo tecnicamente mediado. Assim, a liberdade acaba por se traduzir em heteronomia técnica, reproduzida pelas estruturas do prático-inerte algorítmico. A pesquisa adota uma abordagem tripla: fenomenológica, para descrever a ansiedade digital como experiência intencional da consciência, evitando reduzi-la à patologia; hermenêutica, para reinterpretar as categorias centrais de Sartre no contexto contemporâneo da tecnologia e das redes digitais; e crítico-interdisciplinar, para dialogar com as teorias da aceleração, da atomização e da precariedade temporal, integrando-as à ontologia fenomenológica da liberdade. A trajetória argumentativa se desenvolve ao longo de seis capítulos interligados. O primeiro reconstrói a psicologia fenomenológica do jovem Sartre, examinando a intencionalidade, a emoção, a imaginação e a categoria do mágico como fundamentos ontológicos da liberdade. O segundo analisa a ontologia fenomenológica de O Ser e o Nada: Ensaio de Ontologia Fenomenológica, abordando liberdade, angústia, má-fé e intersubjetividade. O terceiro desenvolve a dialética entre liberdade e alienação por meio do método progressivo-regressivo e das mediações do prático-inerte. O quarto transpõe essa dialética para o contexto digital, interpretando o ciberespaço como manifestação contemporânea do prático-inerte e analisando seu papel na estruturação da experiência. O quinto investiga a crise da temporalidade na modernidade tardia, articulando a noção sartriana de ek-stasis com as teorias da aceleração, da atomização e da precariedade. Por fim, o sexto propõe uma interpretação fenomenológica da ansiedade digital como experiência psicofísica diante da angústia existencial, examinando manifestações paradigmáticas – como avatares, ghosting, doomscrolling e FOMO – e suas implicações ético-políticas. A tese demonstra que a ansiedade digital não é um sintoma clínico, mas um desdobramento histórico da má-fé, na qual a liberdade se oculta sob as mediações técnicas do algoritmo. Ao integrar a ontologia fenomenológica de Sartre às estruturas da cibercultura, o trabalho oferece uma interpretação original da subjetividade contemporânea como experiência de liberdade alienada – em que o sujeito busca escapar da indeterminação refugiando-se nas garantias do código. Sua principal contribuição consiste em oferecer a primeira sistematização filosófica da ansiedade digital como atualização histórica da fuga da angústia existencial pela má-fé, reposicionando a ontologia sartriana no centro dos debates contemporâneos sobre tecnologia, temporalidade e sofrimento na era digital.
- A comunicação política de André Ventura: Uma análise à utilização do Instagram durante o período de debate e votação do Orçamento de Estado para 2025Publication . Deodato, Rita; Costa, Bruno Ferreira; Correia, João; Di Fátima, Branco; Danielly, Bezerra; Salvador, InêsA utilização das redes sociais como ferramenta de comunicação política tem registado um crescimento significativo na última década, alterando, de forma profunda, as dinâmicas tradicionais de interação entre atores políticos e cidadãos. Plataformas como o Instagram têm-se afirmado como espaços privilegiados para a disseminação de mensagens políticas, promoção da imagem dos líderes e mobilização do eleitorado, sobretudo entre os segmentos mais jovens da população (Matthes, Nanz, Stubenvoll e Heiss, 2020; Gonzalez, Schmuck e Vandenbosch, 2023).
