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A-teísmo, anti-teísmo e hiper-teísmo: antecedentes gregos na trilogia “Apolo-Orfeu-Dioniso”

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Resumo(s)

Quando falamos de «religião» no contexto da cultura grega, importa precaver-nos de indesejáveis contaminações interpretativas. Desde logo, aquilo que o homem grego pressente e assume experienciadamente como crença religiosa não coincide exactamente com aquela ideia de fides que, a partir do influxo cristão da cultura medieval, se sedimentou lexicalmente como fé. Apesar de tudo, ou talvez por isso mesmo, não há, na cultura grega, fenómenos que possamos apodar de anti-religiosos. Poderá haver, e há sem dúvida, formas de mimese, transferência e substituição de procedimentos religiosos por sucedâneos mais ou menos plausíveis e convincentes. Poderá também haver, e há, um espectro matizado de atitudes aparentemente desfiguradoras do religioso, desde o mais ostensivo e interesseiro pragmatismo até à mais oportunista superstição. Desta feita, credulidade e incredulidade, fascínio e temor, respeito escrupuloso pelos deuses e livre iniciativa não apenas para deles dispor, mas também para os satirizar e caricaturar, para os miniaturizar e aprisionar no arriscado jogo de espelhos dos interesses humanos, não anulam mas amplificam o horizonte grego da experiência religiosa.

Descrição

Palavras-chave

Cultura Clássica Pensamento Antigo Mitologia grega Religião grega Crença e ateísmo na antiguidade Apolo Dioniso Orfeu

Contexto Educativo

Citação

Amaral, António (2018). A-teísmo, anti-teísmo e hiper-teísmo: antecedentes gregos na trilogia “Apolo-Orfeu-Dioniso”. In: CULTUM. Excursos de Hermenêutica, Política e Religião. Covilhã: Editora LabCom.IFP, 367-378

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