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Resumo(s)
Socialmente equiparado a um artesão entre outros, o naturalista clínico grego foi-se tornando, através dos tempos, mais do que isso: o prestígio público adquirido em torno da sua capacidade para curar recorrendo a uma praxis de base científica, conferiu ao médico grego um estatuto de “promotor da saúde” cuja arte se demarcava e diferenciava da dos restantes ofícios e actividades humanas. Proporcionar saúde de forma eficaz (preventiva ou curativa), universal, com conhecimento de causa, adquirível com base no ensino, no estudo, na experiência e num compromisso solene com a prossecução de boas práticas (base do Juramento hipocrático), eis o que, no contexto da antiguidade grega, fez do métier clínico um serviço público reputado, credível e gerador de confiança. Dotado de autonomia e, nesse sentido, não sujeito ao controlo de nenhuma outra instância, fosse ela religiosa, política ou social, não é de estranhar que, nesse contexto originário, a relação entre médicos e filósofos se afigurasse simultaneamente antagónica e simbiótica. Se, por um lado, os filósofos beneficiaram da rica e tangível clareza das analogias clínicas, colocando-as ao serviço da sua produção teórica, por outro lado, os naturalistas clínicos, publicamente reconhecidos pela eficácia e pelo prestígio da sua arte, aproveitaram todo o potencial teórico dos modelos cosmológicos e éticos da filosofia para sistematizar os regimes terapêuticos mais eficazes em vista de uma vida saudável. No fundo, mens sana in corpore sano…
Descrição
Palavras-chave
Medicina grega Práticas clínicas na antiguidade Hipócrates Escola hipocrática Juramento hipocrático Medicina científica Estatuto do médico grego Medicina como arte Credibilização da prática clínica Relação medicina/filosofia
Contexto Educativo
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LusoSofia.Net
