FCSH - DPE | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento
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Percorrer FCSH - DPE | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento por orientador "Amaral, Ana Paula Saraiva"
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- Capacidade de Tomada de Decisão em Saúde e Sintomatologia Depressiva e Ansiógena em Adultos Mais VelhosPublication . Santos, Emília Raquel Costa dos; Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins; Amaral, Ana Paula SaraivaO envelhecimento da população coloca novos desafios à promoção e prestação de cuidados de saúde, particularmente no que se refere à tomada de decisão de pessoas mais velhas. Nestes processos de tomada de decisão interferem variáveis, nomeadamente sintomas psicopatológicos e fatores cognitivos neste processo. Este estudo teve como objetivos avaliar a capacidade de decisão em saúde, o funcionamento cognitivo e a sintomatologia depressiva e ansiógena em adultos mais velhos, bem como analisar a relação entre estas variáveis e identificar preditores psicossociais relevantes. Participaram no estudo 60 adultos, com idades entre 0s 60 e 85 anos (M= 71.17 anos; DP = 5.96) e sem declínio cognitivo. Foram utilizados os seguintes instrumentos de avaliação: Montreal Cognitive Assessment (MoCA), Instrumento de Avaliação da Capacidade em Saúde (IAC-Saúde), Inventário de Avaliação Funcional de Adultos e Idosos (IAFAI), Geriatric Anxiety Inventory (GAI-20) e Geriatric Depression Scale (GDS-30). Os resultados indicaram que a capacidade de decisão em saúde apresentou correlação estatisticamente significativa com o desempenho cognitivo e não se correlacionou de forma estatisticamente significativa com a sintomatologia depressiva ou ansiosa. Observou-se uma forte associação entre sintomatologia depressiva e ansiosa. A regressão linear múltipla indicou que a idade e a sintomatologia depressiva são preditores negativos significativos da capacidade de decisão em saúde. Os resultados sugerem que a tomada de decisão em saúde se encontra relacionada com uma interação de variáveis sociodemográficas, cognitivas e emocionais. Os resultados alertam para a importância de estratégias multidisciplinares e preventivas para a promoção e preservação da capacidade de decisão em saúde, nomeadamente o tratamento de sintomatologia depressiva e promoção do funcionamento cognitivo.
- Estudo da Fiabilidade Interavaliadores do Instrumento de Avaliação da Capacidade em SaúdePublication . Rodrigues, Mariana Ferreira; Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins; Amaral, Ana Paula SaraivaO envelhecimento da população tem conduzido a um aumento dos casos de perturbações neurocognitivas, como a demência, que podem comprometer a capacidade de decisão em saúde. Torna-se, assim, essencial dispor de instrumentos válidos e fiáveis que permitam avaliar esta capacidade de forma objetiva. O Instrumento de Avaliação da Capacidade em Saúde (IAC-Saúde) foi desenvolvido para avaliar a capacidade de tomada de decisão em adultos, sendo importante averiguar a sua fiabilidade, para garantir rigor e objetividade. Este estudo teve como objetivo analisar a fiabilidade interavaliadores do IAC-Saúde. Participaram 60 adultos entre os 60 e os 85 anos (M = 71.17; DP = 5.96), maioritariamente do sexo feminino (75%), casados (65%) e reformados (86.7%), que responderam ao Montreal Cognitive Assessment, o Inventário de Avaliação Funcional de Adultos e Idosos, o Geriatric Anxiety Inventory, o Geriatric Depression Scale, e o IAC-Saúde. O IAC-Saúde foi cotado por dois avaliadores independentes para a análise do seu grau de concordância. O coeficiente de correlação intraclasse (CCI = .849) revelou boa fiabilidade interavaliadores. Embora tenham sido encontradas diferenças estatisticamente significativas entre as médias atribuídas pelos avaliadores (p < .001), registou-se uma correlação forte e positiva (rs = .865; p < .001) entre as pontuações atribuídas, indicando uma consistência geral nas avaliações. Conclui-se que o IAC-Saúde apresenta consistência robusta entre avaliadores, constituindo um instrumento fiável e aplicável à prática clínica. Apesar das diferenças individuais na cotação, o IAC-Saúde mostra-se sensível e adequado para apoiar decisões éticas e informadas em saúde. Recomenda-se a realização de estudos futuros com amostras clínicas e maior diversidade de avaliadores
- MyStreets - Programa de Reminiscência com Realidade Virtual: construção e estudo de viabilidadePublication . Figueiredo, Mariana Marques de; Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins; Amaral, Ana Paula SaraivaAs Terapias Não Farmacológicas (TNF’s) utilizadas na gestão da demência têm vindo a recorrer às novas tecnologias como ferramentas de intervenção terapêutica. A Realidade Virtual (RV) tem-se revelado uma ferramenta útil na Terapia de Reminiscência (TR), podendo promover diversão, relaxamento e a melhoria do bem-estar geral da Pessoa com Demência (PcD). Este estudo tem como objetivos construir um programa de reminiscência com RV, analisar a sua viabilidade e avaliar o impacto no Bem-Estar Subjetivo (BES) e na Memória Autobiográfica (MA) dos participantes. O programa de reminiscência com RV, denominado MyStreets, foi construído com base na revisão da literatura e reflexão sobre a temática. O estudo de viabilidade foi realizado com 32 participantes residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas, com idades compreendidas entre os 61 e os 95 anos (M = 83.9, DP = 8.8), que foram divididos em dois grupos (controlo e experimental). O MyStreets é um programa de 10 sessões de exercícios de reminiscência baseados na apresentação de locais exteriores significativos com recurso à RV. Foi realizada uma avaliação pré e pós-intervenção recorrendo a instrumentos de avaliação psicológica. Os resultados indicaram melhorias significativas no grupo experimental, na sintomatologia depressiva (Z = - 2.18, p = .029) e ansiógena (Z = - 2.37, p = .018) e na MA, tanto um aumento significativo do número de MA’s evocadas (Z = - 2.01, p = .045), como de MA’s específicas (Z = - 3.24, p = .001) e positivas (Z = - 1.99, p = .046). Constataram-se, ainda, melhorias no bem-estar, elevados níveis de sensação de presença e a inexistência de sintomas adversos associados à exposição à RV. Os resultados sugerem que o programa MyStreets promove efeitos positivos na MA e melhorias na sintomatologia depressiva e ansiógena, sendo necessários estudos mais robustos para a análise do seu impacto e melhorias ao programa.
- Tomada de decisão na saúde em pessoas mais velhas com deficiência intelectual: estudo qualitativoPublication . Gonçalves, Joana Vitória Neves; Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins; Amaral, Ana Paula SaraivaAs pessoas com deficiência intelectual (DI) tendem a apresentar um envelhecimento fisiológico mais rápido, além de apresentarem uma maior prevalência de doenças crónicas. Torna-se, então, importante que exista um acompanhamento clínico regular, o que por sua vez implica que durante a vida do indivíduo sejam tomadas múltiplas decisões relacionadas com os seus cuidados de saúde. A tomada de decisão em saúde relativamente a Pessoas com DI levanta questões, assume um determinado enquadramento jurídico e apresenta algumas especificidades. Neste sentido, o presente estudo teve como principais objetivos: analisar a perceção de profissionais de saúde sobre o processo de tomada de decisão na saúde em pessoas mais velhas com deficiência intelectual; descrever de que forma estas pessoas são envolvidas na decisão acerca da sua saúde e refletir de que forma pode ser promovida a participação desta população no processo de tomada de decisão. Trata-se de um estudo qualitativo, onde foram realizados dois grupos focais com um total de 8 participantes, todos profissionais de saúde que trabalham com pessoas mais velhas com deficiência intelectual há mais de 6 meses. Foi realizada uma análise temática por dois investigadores independentes. Desta análise surgiram quatro temas principais que permitiram ampliar a compreensão que os profissionais de saúde têm acerca da tomada de decisão por parte de pessoas mais velhas com DI, bem como identificar barreiras e facilitadores na tomada de decisão nesta população. Este estudo sugere a importância de se estimular a participação de pessoas com DI nas decisões acerca da sua saúde. Os resultados alertam para a necessidade de se refletir acerca dos regimes jurídicos atualmente vigentes em Portugal, como é o caso do Regime do Maior Acompanhado, no sentido de na prática começar a ser adotado um modelo de promoção da autonomia em detrimento ao modelo de substituição na tomada de decisão.
