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Resumo(s)
Tudo o que se move tem de ser movido por outra coisa. Todavia, incorrer-se-ia num absurdo ao perpetuar essa cadeia de movimentos, remetendo a busca das causas para o infinito. Um processo deste tipo não só frustraria a exequibilidade do próprio conhecimento, como inviabilizaria inclusive a própria possibilidade ôntica do movimento. É justamente por isso que, para Aristóteles, faz todo o sentido pensar a existência de motores imóveis como causas dos múltiplos movimentos singulares, como ainda se lhe afigura legítimo requerer a existência de um Primeiro princípio motor absolutamente imóvel que seja a causa suprema de todos os movimentos do universo. A solução aristotélica é convincente, mas não suprime um embaraço, na medida em que, mesmo postulando a imobilidade da auto-intelecção divina, a mesma não nos oferece qualquer indício hermenêutico para discernir se Deus é causa do puro acto de inteligir e da pura imobilidade, ou então se é por causa da intelecção do inteligir e da imóvel mobilidade que o intelecto é divino. Como desembaraçar-se da aporia?
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Palavras-chave
Aristóteles Metafísica Deus Movimento Causalidade Filosofia primeira Substância Ciência Atributos divinos
Contexto Educativo
Citação
Amaral, António (2018). Deus e Movimento no Livro XII (Λ) da Metafísica de Aristóteles. A teologia na encruzilhada da filosofia primeira e da epistemologia. In: CULTUM. Excursos de Hermenêutica, Política e Religião. Covilhã: Editora LabCom.IFP, 313-366
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Editora LabCom.IFP
