Departamento de Engenharia Civil e Arquitectura
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Percorrer Departamento de Engenharia Civil e Arquitectura por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "05:Igualdade de Género"
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- Ana Cunha e a arquitetura em contexto municipal: Percurso e prática no interior de PortugalPublication . Neto, Ana Catarina; Pedrosa, Patrícia Alexandra Dias SantosA invisibilidade do trabalho das mulheres na arquitetura exige que se deem passos largos no sentido da igualdade de género. Existe ainda uma falta de conhecimento e reconhecimento do trabalho realizado pelas arquitetas portuguesas. É fundamental dar a conhecê-lo, bem como às suas histórias, e contribuir dessa forma para uma cada vez maior visibilidade das arquitetas e para a sua inclusão na História da Arquitetura Portuguesa. A presente dissertação procura dar voz ao tema das mulheres na arquitetura no contexto da arquitetura municipal. O primeiro momento do trabalho consta de uma análise do contributo de algumas arquitetas precursoras portuguesas na difícil caminhada para pertencerem à profissão. Engloba também uma reflexão sobre o trabalho dos arquitetos e arquitetas municipais em Portugal, onde se mencionam aspetos relacionados com as suas competências, direitos e deveres e são referidos alguns constrangimentos à sua ação. Na parte considerada o eixo fulcral deste estudo, percorre-se o percurso académico e profissional de Ana Isabel Aranda e Cunha (n. 1961), arquiteta com trabalho extenso na Câmara Municipal do Fundão, na Beira Interior, dando ênfase a alguns aspetos relevantes desta sua atividade. Ana Cunha é uma arquiteta que, no interior do país, longe das luzes da ribalta, trabalha pela causa pública. O anonimato afasta-a da visibilidade dos starchitects, apesar de a sua ação contribuir decisivamente para o equilíbrio e sustentabilidade do património ambiental, cultural, edificado, da cidade e do território onde trabalha. Este estudo pretende evidenciar a sua obra, dar a conhecer a sua história, contribuindo, assim, para uma cada vez maior visibilidade das arquitetas portuguesas e para a construção de uma História da Arquitetura Portuguesa real, ampla e diversa.
- Architect Luz Valente-Pereira: Architecture, Research, and Life in a Changing CountryPublication . Pedrosa, Patrícia Santos; Antunes, Lia GilLuz Valente-Pereira (b. 1934, Lisbon) is a key figure of the 20th century Portuguese History of Architecture, albeit a forgotten one. This research is a starting point for establishing a more solid biography of this pioneer who initiated the first decades of female participation in the architectural field in Portugal. After some professional experience in different contexts, she developed a stable research career at the National Laboratory of Civil Engineering (LNEC) with studies on various spatial scales. We have used different methodologies: bibliographical review, consultation of national archives, and an interview with her. Our proposal is not only to create female references but also to broaden the historical readings on women’s participation in Portugal throughout the 20th century.
- Arquitectas: Modo(s) de (R)existir - Reflexões a partir de um ciclo de conversasPublication . Pedrosa, Patrícia Santos; Pestana Lages, Joana; Antunes, Lia GilA associação Mulheres na Arquitectura nasceu a 16 de Junho de 2017 em Portugal, com o objectivo de trazer a perspectiva de género para a reflexão, investigação, comunicação, formação e a divulgação das várias práticas implicadas no fazer arquitectura, cidade e território. Entre Setembro de 2017 e Março de 2018, numa colaboração com a Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos, a associação organizou o seu primeiro ciclo de conversas, intitulado Arquitectas: Modo(s) de (R)existir, acolhido pelo Teatro São Luiz, em Lisboa. Como afirmado no texto introdutório, na actualidade, apesar de as mulheres arquitectas representarem cerca de 44% dos/as inscritos/as na Ordem dos Arquitectos portuguesa, estas não se apresentam com visibilidade equivalente, tanto para o público em geral como entre pares. A sequência de seis conversas questionou quem são e como vivem as mulheres arquitectas, partindo das diversas possibilidades e dificuldades da profissão.
- A Casa da Mulher no Fundão: Arquitetura, Migração e PertençaPublication . Lima, Juliana Simões de; Pedrosa, Patrícia Alexandra Dias SantosA invisibilidade e exclusão das mulheres da história tem impactos tanto no campo académico quanto social. A partir da arquitetura e o modo como as cidades se desenvolveram, torna-se evidente que os espaços não são neutros e que a forma como os corpos habitam o espaço consoante ao género, são diferentes. A sexualização e objetifcação dos corpos das mulheres tem consequências significativas no dia a dia, resultando muitas vezes na sensação do medo, principalmente ao ocupar o espaço público. Por esta razão, a sensação de sentir-se pertencente ao local que se habita é essencial para o desenvolvimento pessoal e social, e no caso desta dissertação, para as populações migrantes, cuja feminização é cada vez mais significativa em Portugal. Essa investigação se enquadra nessa realidade social diversificada das populações migrantes, em busca de soluções para melhor integração ao novo, com base na arquitetura e no diálogo com suas experiências. A partir das reflexões do urbanismo feminista, que colocam as tarefas quotidianas das pessoas, principalmente das mulheres em primeiro plano, o projeto proposto é “A Casa da Mulher”, localizada na cidade do Fundão, em Portugal. Este espaço será desenvolvido com base na estratégia feminista de pensar e criar arquitetura, reconhecendo a importância da representatividade e da afirmação da identidade, especialmente para aquelas que estão imigrando. O projeto reflete as esferas da vida quotidiana das mulheres nos espaços projetados, para melhor atender os diversos contextos imigratórios, visando oferecer um espaço coletivo onde a sororidade prevalece e as usuárias encontram apoio e acolhimento, com o intuito de criar um sentido de pertença ao espaço habitado.
- Casa de Acolhimento Resposta arquitetónica ao abrigo de mulheres vítimas de violência domésticaPublication . Gonçalves, Fabiana Raquel da Costa; Pedrosa, Patrícia Alexandra Dias SantosA investigação aqui abordada – o acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica – é apoiada essencialmente nos registos de um passado recente, aproximadamente até à primeira metade do século passado, que assumia o lar como seguro e harmonioso. Nas últimas décadas são estes os motivos, pelos quais se assumiu a existência da violência doméstica como efetivo problema de caris social e de saúde pública, graças ao entendimento desse espaço, como não seguro. Entendendo que durante séculos os modos de domínio masculino dificultaram a possibilidade de levantar questões sobre as relações entre mulheres e homens e ainda o afastamento das mesmas do campo de debate público, continua a necessidade de naturalizar a suposta posição de inferioridade das mulheres relativamente à sua diferença biológica. Assim, o feminismo dos anos 1960-70 conseguiu mostrar o caráter não natural desta divisão de valores sexuais. Desta forma, surgem as casas de abrigo, configuradas como intervenção institucional, sendo este considerado seguro quando, por motivos de violência doméstica, mulheres se veem obrigadas a abandonar a sua casa para fugir dos seus companheiros e da violência. Desta forma, na componente prática pretende-se refletir a preocupação, propondo confrontar esta realidade e sugerir uma resposta arquitetónica para uma casa de abrigo, na cidade da Covilhã, onde serão acolhidas, provisoriamente, mulheres vítimas de violência doméstica, nomeadamente de maus tratos físicos, psicológicos e crimes sexuais, bem como os seus filhos e/ou filhas ou outras crianças que lhe estejam legalmente entregues.
- Uma Casa para O Ninho: Arquitetura de Acolhimento para Mulheres ProstituídasPublication . Edom, Giulia Rodrigues; Pedrosa, Patrícia Alexandra Dias SantosA sociedade e o sistema patriarcal nos quais estamos inseridos perpetua diversos papéis e opressões das mulheres, preconceitos e graves desigualdades e, por mais controverso que seja, alimenta diretamente alguns problemas sociais ao mesmo tempo em que se recusa a reconhecêlos, como é o caso do sistema de prostituição. Homens são os principais compradores de sexo e garantem a existência deste violento sistema, ao mesmo em que a sociedade marginaliza a imagem e vivência das mulheres prostituídas e não trabalha ativamente para que as seja garantida proteção e condições mínimas de vida. Partindo do contexto em que se encontram as mulheres inseridas no sistema de prostituição na cidade de Lisboa e do trabalho da associação O Ninho, além do estudo de ferramentas, existentes ou não no território português, para apoiá-las e fornecê-las qualidade de vida por parte da esfera governamental e privada e analisando diversas publicações sobre o tema, a presente dissertação tem como objetivo propor um projeto arquitetónico para uma Casa de Acolhimento para a associação O Ninho, explorando ferramentas arquitetónicas adequadas, visando a promoção da igualdade entre homens e mulheres e a justiça social, o empoderamento e a construção da autonomia destas mulheres ao proporcionar mecanismos para a saída da situação de prostituição como principal fim, através da ótica feminista de viver a cidade e fazer arquitetura, considerando o sistema de prostituição como um problema social com claros agravantes de gênero e que constitui uma grave violação da dignidade das mulheres.
- A Cidade como Agente (não) Cuidador - Apropriações do espaço público com perspetiva de género na Covilhã: Praça do MunicípioPublication . Henriques, Cristiana de Jesus; Pedrosa, Patrícia Alexandra Dias SantosPartir da ideia de que a cidade oferece igualdade de direitos, oportunidades e segurança entre mulheres e homens é por si só uma falsa suposição. Examinando a formação das sociedades ocidentais é inegável a carência de um efetivo pensamento para todas as pessoas nas políticas públicas que resultam no desenho das cidades. Isto conduziu à projeção de ambientes hierarquizados impulsionados pela lógica patriarcal, uma problemática que se estendeu até à contemporaneidade. Durante séculos, o papel da mulher como agente participativo de quem vivencia os espaços públicos, não tem tido o devido reconhecimento. Por isto, a contribuição da perspetiva de género na arquitetura e no urbanismo é imprescindível na mudança deste paradigma de modo a recaraterizar e reorientar os espaços vivenciados de forma humana e anticapitalista. Entre os espaços urbanos, a praça pode-se considerar tradicionalmente como um coração das cidades. Deste modo, pretende-se analisar a ocupação na Praça do Município, na cidade da Covilhã, sob a perspetiva de género. Esta escolha passa pela sua caraterização espacial, considerando-se um núcleo rico em interações sociais que abrange uma multiplicidade de setores comerciais, infraestruturas, acessibilidades e edifícios que marcam a urbe. Com isto, pretende-se uma avaliação da sua ocupação e das dinâmicas socio-espaciais de modo a perceber como se pode integrar o conceito de espaços cuidadores neste local em particular. Partindo deste contexto, a presente dissertação apoia-se num enquadramento teórico e metodológico de estudos e propostas que se têm dedicado a pensar o urbanismo e na reavaliação dos espaços, integrando o conceito de cidades cuidadoras. Estas contribuições têm demonstrado que a valorização da perspetiva de género permite resolver problemas das experiências vivenciadas pelas mulheres e raparigas na cidade, considerando o seu contexto social, urbano e cultural.
- A Cidade e o Fenómeno da Zunga - A vida das zungueiras em Luanda: Praça do PombinhaPublication . Azevedo, Erika Daniela de Carvalho e; Pedrosa, Patrícia Alexandra Dias SantosO presente estudo tem como objetivo abordar e analisar o fenómeno das vendedoras ambulantes, tradicionalmente conhecidas como zungueiras, na cidade de Luanda, capital de Angola. Desde à Independência em 1975, Angola vive uma situação de extrema pobreza e instabilidade socioeconómica, que é exposta pelas várias atividades no mercado informal muito precarizado. Angola vivenciou um conflito armado de 1975 a 2002, provocando um aglomerado de população deslocada para outras cidades, especialmente a capital do país, Luanda. Essa situação aumentou ainda mais as dificuldades da condição social da população, agravando a desigualdade socioeconómica, a falta de políticas públicas e aos acessos de serviços sociais básicos como água, saúde, habitação, educação, etc., o que resultou no desenvolvimento de estratégias de sobrevivência e o aumento do número de pessoas a exercerem o trabalho informal. Partindo desta situação, pretende-se nesta pesquisa estudar o modo de vida destas mulheres e como o espaço urbano é vivenciado por elas. Outrossim, deseja-se analisar a ocupação dessas mulheres na Praça do Pombinha, no município do Sambizanga, em Luanda. Esta escolha baseia-se na caracterização do espaço, considerando que a praça se encontra em um bairro suburbano onde existia o maior mercado de África ao ar livre, o conhecido mercado do Roque Santeiro, um ponto central de comércio informal. Deste modo, pretendemos analisar a sua ocupação e dinâmica sócio-espacial da “Praça da Pombinha”. Pretende-se igualmente neste estudo, conhecer a realidade das Zungueira e conceder visibilidade da situação de extrema precariedade, como auxílio para a elaboração de políticas públicas voltadas à melhoria de suas condições de vida, por via de realização de inquéritos com Zungueiras e a análise do espaço urbano in loco. A pesquisa qualitativa e quantitativa analisou as práticas cotidianas dessas mulheres em seu vínculo com a zunga, enquanto estratégia de sobrevivência necessária à criação de condições de vida e o significado do comércio ambulante.
- Condições de trabalho em arquitetura na Beira Interior: Reflexões com perspetiva de géneroPublication . Nunes, Marta Sofia Mendes; Pedrosa, Patrícia Alexandra Dias Santos; Oliveira, Catarina Sales Barbas deAo longo da história o lugar da mulher na sociedade e no mundo foi sendo definido e redefinido, na maioria dos casos sendo vista como símbolo da casa e da família. No contexto português, a arquitetura que sempre tinha sido vista como uma área muito masculinizada, tem vindo a aumentar a sua taxa de feminização. Atualmente é cada vez maior o número de mulheres a ingressar nos cursos de arquitetura, o que resulta em que cerca de 45% do número de inscritos na Ordem dos Arquitetos sejam do sexo feminino. Apesar de a taxa de feminização profissional ter aumentado significativamente desde o Estado Novo, esta área continua a ser predominantemente masculina e, ao mesmo tempo elitista, o que tem gerado uma certa precarização das condições de trabalho ao longo dos anos. Tendo em conta a democratização e as condições atuais da profissão, bem como a condição de periferia da Beira Interior, propõe-se compreender, segundo uma perspetiva de género, de que forma a precarização atinge quem trabalha nesta região e quais os constrangimentos que o percurso das mulheres arquitetas possam ter. Deste modo foram previamente identificados trinta e um escritórios de arquitetura, que, dentro do território definido, se situam em Castelo Branco, Celorico da Beira, Covilhã, Fundão, Guarda, Mação, Seia e Sertã. Aos trabalhadores dos escritórios identificados foi aplicado um inquérito por questionário com questões de carácter quantitativo e qualitativo. Com base nos resultados obtidos pretende-se retirar conclusões que possam aferir as condições de trabalho destes profissionais; nomeadamente os vínculos laborais predominantes, os horários praticados, as condições remuneratórias e as condições de trabalho, associando estas componentes com a vida pessoal, familiar e com os riscos psicossociais.
- Das Mulheres e da Arquitetura: Fragmentos, diálogos e reflexõesPublication . Pedrosa, Patrícia SantosEste livro, com autoria de Patrícia Santos Pedrosa e prefácio de Zaida Muxí Martínez, resulta do projeto de investigação “Mulheres Arquitetas em Portugal: Construção da Visibilidade” (W@ARCH.PT). A partir de fragmentos, diálogos e reflexões, a obra reúne quatro narrativas através de um olhar crítico e reflexivo sobre as mulheres e as suas histórias, contribuindo desta forma para uma narrativa maior — a da história das mulheres arquitetas em Portugal.
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