Departamento de Gestão e Economia
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Percorrer Departamento de Gestão e Economia por orientador "Almeida, Anabela Antunes de"
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- Análise Custo BenefícioPublication . Fonseca, Adriana Carrola; Almeida, Anabela Antunes de; Garra, João Pedro Reis SerraA consulta de coagulação do Centro Hospitalar da Cova da Beira atende diariamente dezenas de utentes, sendo que a maior parte são idosos e vindos de localidades, em alguns casos, a mais de 50km do CHCB. A Descentralização Parcial da Consulta de Coagulação foi elaborada com base no intuito de encurtar as distâncias existentes entre a população de doentes hipocoagulados e o Centro Hospitalar, usando os recursos já existentes no Hospital e nos Centros de Saúde. Esta consiste numa consulta médica realizada à distância, em que o atendimento é feito por um enfermeiro num Centro de Saúde ou Posto Médico, sendo a ligação médico-enfermeiro-utente conseguida através de um programa informático. O objetivo geral desta investigação é fazer uma Análise Custo Benefício da consulta de coagulação descentralizada. Nesta análise serão identificados e comparados custos por um lado, do Serviço de Imunohemoterapia do Centro Hospitalar da Cova da Beira, E.P.E., e por outro lado dos utentes da consulta de coagulação descentralizada. Serão também comparados os custos existentes com frequência dos utentes à consulta normal no CHCB com os custos que estes têm com a consulta descentralizada nos Centros de Saúde. Com esta investigação pode-se concluir que a descentralização foi muito benéfica, principalmente, para os utentes. Prova disso é o facto de terem que percorrer muito menos quilómetros, os custos serem mais reduzidos, o tempo despendido por consulta ser inferior e não haver praticamente incómodos com a consulta descentralizada, traduzindo-se em níveis de satisfação por parte dos utentes muito mais elevados comparativamente às consultas efetuadas no CHCB.
- Análise de ganhos em saúde de prematuros alimentados com recurso ao banco de leite humano: Revisão sistemática da literaturaPublication . Gonçalves, Nuno Miguel Barreto; Almeida, Anabela Antunes de; Pinto, Paula Cristina SantosEsta revisão sistemática teve como objetivo identificar os benefícios para a saúde dos recém-nascidos pré-termo alimentados com leite humano proveniente de um banco de doações. Foram analisados dezasseis estudos recentes envolvendo diferentes populações e unidades neonatais. Os resultados indicaram que o leite humano doado está associado a uma redução significativa da incidência de doenças graves, como a enterocolite necrosante, a sépsis de início tardio e outras complicações neonatais. Além disso, demonstrou ser eficaz no apoio ao crescimento de bebés prematuros, especialmente quando utilizado com fortificantes adequados, e na promoção de uma microbiota intestinal saudável, que contribui para o desenvolvimento do sistema imunitário. Vários estudos demonstraram que os recém-nascidos alimentados com leite humano doado têm uma menor incidência de enterocolite necrosante em comparação com os alimentados exclusivamente com fórmula. Em algumas unidades neonatais, a implementação de bancos de leite humano contribuiu para uma redução da sépsis e da retinopatia da prematuridade. No que diz respeito ao crescimento, observou-se que a utilização de leite humano doado, devidamente fortificado, não compromete o desenvolvimento ponderal dos bebés prematuros, o que reforça a sua eficácia nos regimes nutricionais. Conclui-se que o leite humano doado é uma intervenção eficaz e segura para a promoção da saúde de recém-nascidos prematuros, com impacto positivo na redução da morbimortalidade neonatal. A implementação de bancos de leite humano e de políticas que incentivem a doação são fundamentais para garantir o acesso a esse recurso nas unidades de terapia intensiva, principalmente na ausência ou insuficiência de leite materno. A prática do uso de leite humano doado deve ser incentivada como parte essencial dos cuidados neonatais em ambientes clínicos.
- Análise Económica da Implantação e Substituição de Pacemakers na ULS Cova da Beira: Tendências e Fatores InfluenciadoresPublication . Rodrigues, António Filipe Pinto; Almeida, Anabela Antunes deO envelhecimento populacional e a elevada prevalência de doenças cardiovasculares têm conduzido a um aumento significativo da utilização de pacemakers, dispositivos médicos que, embora fundamentais para a melhoria da qualidade e da esperança de vida dos doentes, representam custos relevantes para o Serviço Nacional de Saúde. A literatura aponta para a necessidade de análises detalhadas que relacionem custos reais de implantação e substituição destes dispositivos com os valores de reembolso hospitalar, de forma a sustentar práticas de gestão mais eficientes. O presente estudo tem como objetivo analisar os custos associados à implantação e substituição de pacemakers na Unidade Local de Saúde da Cova da Beira, entre maio de 2016 e maio de 2024, identificando fatores clínicos, demográficos e organizacionais que determinam a variação dos custos hospitalares. Trata-se de um estudo quantitativo, observacional e retrospetivo, baseado na análise de 720 episódios clínicos, codificados nos Grupos de Diagnóstico Homogéneo (GDH) 171 e 176. Foram recolhidos dados administrativos e clínicos relativos a características demográficas, comorbilidades, natureza do procedimento, tipo de gerador, consumo de recursos, tempo de internamento, complicações e custos diretos (materiais, exames, internamento e medicação). Os custos reais foram comparados com os valores de reembolso atribuídos pelos GDH, tendo sido aplicados métodos estatísticos descritivos e inferenciais, incluindo regressão linear múltipla. Os resultados evidenciaram uma população maioritariamente idosa (média 80 anos) e masculina (53,5%), com elevada prevalência de hipertensão arterial (67,4%). Os implantes iniciais representaram 71,9% dos procedimentos, acarretando custos médios significativamente superiores aos das substituições (2 327,47 € vs. 268,13 €; p < 0,001), devido sobretudo ao maior tempo de internamento e maior consumo de materiais. O internamento teve custo médio de 929,19 €, enquanto o material utilizado (gerador e elétrodos) constituiu a principal componente do encargo (1 555,34 €). Verificou-se influência significativa do dia da semana: os procedimentos realizados à sexta-feira prolongaram em média o internamento em 1,3 dias, aumentando o custo em 328,38 €. A taxa global de complicações foi baixa (3,47%), limitada a reposicionamentos de elétrodos, mas associada a acréscimo médio de 4 685,08 € nos custos de internamento. A análise por GDH mostrou que 70,3% dos episódios foram sobrefinanciados, 21,1% subfinanciados e apenas 8,6% equilibrados. O modelo de regressão identificou o tipo e a marca do gerador, o número de dias de internamento, o sexo, a idade e a realização de ECG como determinantes principais do custo total (R² = 0,632). Conclui-se que a gestão hospitalar dos procedimentos com pacemaker deve privilegiar estratégias de aquisição eficiente de dispositivos, otimização do tempo de internamento e ajuste organizacional para reduzir o efeito fim de semana. Os resultados reforçam ainda a necessidade de revisão periódica dos valores de reembolso por GDH, de modo a assegurar maior equidade e sustentabilidade no financiamento hospitalar.
- Análise económica e mensuração da qualidade de vida em pessoas com DPOC submetidas a reabilitação respiratóriaPublication . Saraiva, Paula Cristina Dias Rocha Cavaleiro; Almeida, Anabela Antunes deA Doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) é uma patologia que se caracteriza por uma limitação crónica ao fluxo aéreo, com efeitos sistémicos consideráveis, que originam incapacidade, traduzindo-se numa deterioração progressiva da qualidade de vida do doente. A par do tratamento farmacológico, a reabilitação respiratória constitui um dos pilares fundamentais no seu tratamento. O termo qualidade de vida tem adquirido cada vez mais importância no contexto científico, expressando o grau de limitação e desconforto motivado por determinada doença. A par disto, têm surgido instrumentos específicos que permitem avaliar a qualidade de vida de pessoas com patologias do foro respiratório, sendo a sua utilização crescente. Este estudo teve como principal objetivo mensurar o nível de qualidade de vida de doentes com DPOC submetidos a reabilitação respiratória e respetivo impacto económico. A investigação empírica assentou num estudo transversal, perfilhando uma orientação correlacional, baseado numa abordagem de natureza quantitativa, tendo por base a aplicação do questionário específico SGRQ a cada participante. Foram incluídos neste estudo 80 indivíduos com DPOC, dos quais 38 realizam reabilitação respiratória, e 42 não. Os resultados foram tratados no programa estatístico SPSS (versão 19). Dos 80 doentes que participaram do estudo, 65 eram do sexo masculino e 15 do sexo feminino. A média de idade foi de 70,89 anos. Os resultados obtidos com o questionário SGRQ revelaram que todos os participantes neste estudo apresentam um comprometimento da sua qualidade de vida em todos os domínios (sintomas, atividades, impacto). Na qualidade de vida total, apuraram-se valores médios percentuais de qualidade de vida de 60,38%. Paralelamente, apurou-se existir um maior comprometimento da qualidade de vida nos doentes que não foram submetidos a reabilitação respiratória, apresentando, valores médios percentuais superiores em todos os domínios: sintomas (58,87%); atividade (78,31%); impacto (53,58%) e QDV total (62,16%).
- Avaliação da Redução de Custos com a Técnica Wide Awake Local Anesthesia No Tourniquet em Trauma do Punho e MãoPublication . Lopes, Cláudia Manuela Silva Santos; Almeida, Anabela Antunes de; Ferreira, Dário Jorge da ConceiçãoIntrodução As lesões do punho e da mão são uma das principais causas de recorrência ao serviço de urgência, exigindo muitas vezes tratamento cirúrgico. Habitualmente, estes procedimentos são feitos em bloco operatório central, com anestesia geral ou loco-regional, envolvendo frequentemente internamento hospitalar. Isto implica recursos consideráveis e organização complexa. A técnica WALANT (Wide Awake Local Anesthesia No Tourniquet) surgiu como uma alternativa promissora. Permite fazer cirurgia com anestesia local, sem garrote e sem sedação, em regime ambulatório na maioria dos casos. Apesar das vantagens já reconhecidas, ainda existem poucos estudos que avaliem os seus custos em contexto hospitalar público, especialmente em situações de trauma do punho e mão. Esta dissertação pretende preencher essa lacuna. Metodologia O estudo foi retrospetivo, observacional e quantitativo. Teve lugar na Unidade Local de Saúde da Cova da Beira. Foram incluídos 99 doentes operados por trauma do punho e mão entre janeiro de 2022 e dezembro de 2023. Desses, 49 foram tratados com WALANT e 50 com técnicas convencionais. Foram analisadas variáveis clínicas, operatórias e económicas. Para além disso, estimou-se uma poupança teórica com base na conversão hipotética de casos legíveis para regime ambulatório com WALANT, segundo critérios de complexidade e durabilidade cirúrgica. Os testes estatísticos incluíram comparação de médias, ANCOVA e regressão quantílica. Resultados Os custos médios foram mais baixos no grupo WALANT em todos os parâmetros: exames pré-operatórios anestésicos (0€ vs. 25,90€), equipa cirúrgica (88,69€ vs. 269,80€), internamento (58,58€ vs. 1.194,17€) e custo total (147,27€ vs. 1.489,87€). A poupança real gerada com os 49 doentes operados com WALANT foi de 98.009,70€. Além disso, 29 doentes tratados com técnicas convencionais poderiam, após análise individual, ter sido operados com WALANT em ambulatório. A poupança adicional estimada seria de 38.935,36€. No total, o hospital poderia ter economizado 136.945,06€. Não foram registradas complicações anestésicas em nenhum dos dois grupos e a taxa de satisfação no grupo WALANT foi de 98,8%. Conclusão Os dados obtidos neste estudo parecem revelar que a técnica WALANT constitui uma alternativa segura, eficaz e claramente mais económica em comparação com as abordagens anestésicas convencionais. A ausência de internamento, a dispensa de exames pré-operatórios e a redução da equipa cirúrgica explicam grande parte da diminuição dos custos observada. Para além disso, verificou-se um nível muito elevado de satisfação reportado pelos utentes e não foram registadas complicações anestésicas, o que reforça a eficiência e a fiabilidade desta abordagem. Estes resultados sugerem que o modelo WALANT poderá desempenhar um papel estratégico na reorganização dos circuitos hospitalares, promovendo maior eficiência, alinhamento com os princípios do Value-Based Healthcare e do Lean Healthcare, e contribuindo ainda para a sustentabilidade ambiental através da redução do desperdício hospitalar e da utilização mais racional dos recursos. Embora se reconheça que a natureza retrospetiva do estudo e a ausência de seguimento clínico prolongado constituem limitações, os resultados alcançados reforçam a necessidade de desenvolver novas investigações em diferentes contextos. Estudos prospetivos e multicêntricos serão fundamentais não apenas para confirmar os achados aqui apresentados, mas sobretudo para aprofundar a compreensão do impacto clínico, económico, organizacional e ambiental da técnica WALANT no Serviço Nacional de Saúde.
- Avaliação do custo dos Internamentos por Insuficiência Cardíaca num Hospital em PortugalPublication . Baldo, Maria João Morgado Nabais; Almeida, Anabela Antunes deIntrodução: A Insuficiência Cardíaca é um problema grave de saúde pública em Portugal e no mundo, com alta morbilidade e mortalidade, com custos elevado para os serviços de saúde (102 bilhões de euros por ano (2012)). Apesar da alta prevalência desta patologia, não há estudos que abordem essa patologia do ponto de vista económico. Os objetivos deste estudo são: 1. Avaliar o custo de pacientes com tratamento de IC em num hospital secundário. 2. Avaliar as variáveis que têm maior influência no custo. Metodologia: A metodologia escolhida foi um estudo observacional retrospetivo com análise estatística. A população foram todos os pacientes hospitalizados por 8 meses com o diagnóstico primário de IC na ICD-10 na enfermaria de medicina interna. Os critérios de exclusão foram: idade menor de 18 anos, transferência para outro hospital, abandono e alta por ordem médica, processo mal codificado e período de internação <24 h. As variáveis foram organizadas em grupos: Demografia, Diagnóstico, Testes Diagnósticos Complementares, Terapia Farmacológica, Dados Clínicos, Procedimentos, Profissionais e Hospitalização. Resultados: O paciente com IC (nº156) é predominantemente feminino (54%), com média de idade de 83,85 ± 7,641 anos, com Rankin 1-3, com IC crônica (88,6%) em NYHA IV (97,5%). HFmEF (34,8%), etiologia isquémica (24,7%), sendo a infeção a principal causa de descompensação (50,6%). Apresentam uma média de 5, 96 ± 2,43 comorbidades (ATS mais frequente (88,6%)). Permaneceram 12,7 ± 7,942 dias no hospital, 51,9% foram para o domicílio (com uma taxa de mortalidade de 5,1%). O custo total foi 64841,6 € (4103,90 ± 2563,36) e um custo total diário de 355,99 ± 113,91.Os testes complementares de diagnóstico representaram 15,55% dos custos (100858,04 €), os procedimentos representam 14,27% (112004,45 €), terapia farmacológica 4,41% (28649,94 €), profissionais de saúde 18,02% (116848,58 €) e hospitalização 44,67% (289767,05 €). Nos testes paramétricos foi identificada diferença estatística significativa entre a autonomia do utente, causa de descompensação, diabetes mellitus, a clearence de creatinina e os dias de internamento. A clearence de creatinina também apresentou diferença estatística no custo total. Conclusão: Existem diferentes fatores que agravam a IC e, consequentemente, agravam os custos, mas esse fato não foi comprovado neste estudo, exceto pela clearence da creatinina. Apesar das características da IC sejam bem definidas, o estudo do seu custo ainda é uma área desconhecida.
- Avaliação do desempenho de centros de responsabilidade integradaPublication . Almeida, Carla Marina Duarte Simões de; Almeida, Anabela Antunes deA cobertura universal de saúde é uma meta estabelecida pela maioria dos estados. No entanto, o esforço financeiro associado tem impedido e dificultado a concretização desse objectivo e obriga a que sejam tomadas medidas no sentido de optimizar os recursos utilizados, promovendo a eficácia e eficiência nas organizações do sector da saúde. Os custos nos hospitais representam mais de 40% do total da despesa em saúde, o que transforma estas instituições num alvo de acções/experiências cujo objectivo é optimizar o seu desempenho. Tradicionalmente, a organização interna do hospital baseou-se no conceito de serviço. Mais tarde, surgem os departamentos, que agregam várias especialidades, reunindo profissionais e equipamentos com objectivos comuns. Em Portugal, no final da década de 80 surge o conceito de Centro de Responsabilidade, legalmente criado em 1999, e definido como uma estrutura orgânica de gestão intermédia, agrupando serviços homogéneos, com o propósito de melhorar a acessibilidade, a qualidade, a produtividade e aumentar a eficiência e a efectividade. O presente estudo pretende analisar o desempenho de serviços organizados em Centros de Responsabilidade Integrada (CRI), comparando-o com o de outros serviços do mesmo nível na respectiva rede de referenciação, não organizados em CRI, através de indicadores de qualidade, eficiência e acessibilidade, calculados para os anos de 2014 a 2016. Pela análise dos resultados, verificou-se que 2 CRI´s analisados não demonstraram um melhor desempenho face a outros serviços similares não organizados em CRI´s e o CRI de Cirurgia Cardiotorácica destaca-se com um melhor desempenho na área cirúrgica.
- Avaliação do desempenho nos serviços de saúde: aplicação do sistema de custeio baseado em actividades a uma unidade de cuidados intensivos polivalentePublication . Duarte, Carla Mónica Trindade; Almeida, Anabela Antunes de; Castela, ElizabeteÉ frequente afirmar-se que a saúde não tem preço. Mas, tal como acontece em todos os processos de produção, seja de bens ou de serviços, também nas organizações de saúde cada doente tratado comporta um custo para a instituição. A natureza das prestações de cuidados de saúde e a quase gratuitidade dos serviços prestados implicam, não obstante, que se atribua particular atenção às formas mais adequadas de controlo dos custos nas organizações de saúde. Com efeito, se do lado da receita as instituições estão condicionadas pelas regras impostas pela tutela, sem prejuízo da negociação dos objectivos anuais de produção, por outro lado a gestão da despesa encontra como constrangimentos as exigências de manutenção do nível de qualidade do serviço prestado e a actualização dos meios tecnológicos mais eficazes e inovadores na formulação da terapêutica. O controlo de gestão só pode sobreviver com um profundo conhecimento da estrutura de custos e proveitos. Do lado dos custos, e porque é este o âmbito do nosso trabalho, temos que os sistemas de custeio têm como principal função apoiar as decisões inerentes ao processo de gestão estratégica e operacional das organizações. Mas um sistema de custeio só cumpre eficazmente estas funções se conseguir fornecer à gestão de topo informação adequada e precisa sobre os custos reais do processo produtivo. O sistema de Custeio Baseado em Actividades tem-se destacado na literatura por se entender que este modelo serve os propósitos mencionados. Apesar de ser um modelo genericamente aplicado ao sector industrial, são já várias as referências da sua implementação em serviços de saúde, mormente em serviços de imagiologia, bloco operatório ou urgência. O trabalho que ora se desenvolve procura estudar a validade da aplicação do Custeio Baseado em Actividades ao sector da saúde, caracterizando-se pela inovação na área em que foi aplicado – internamento, dada a insipiência de estudos nesta área de actividade e em particular em serviços como as unidades de cuidados intensivos, onde a componente de custos tem um peso muito grande nos custos totais da organização. Este estudo permitirá perceber de que forma deve o modelo de Custeio Baseado em Actividades ser ajustado às particularidades de um serviço de internamento, constituindo uma ferramenta de avaliação do desempenho do serviço através do conhecimento das actividades desenvolvidas e dos custos que lhes estão associados.
- Avaliação económica de terapias biológicas nas doenças inflamatórias do intestinoPublication . Montenegro, Diogo Teixeira; Almeida, Anabela Antunes de; Ferreira, ErnestoO abrandamento da economia mundial trouxe consigo restrições e cortes orçamentais em setores determinantes, como é o caso do setor da saúde. Os recursos económicos são bens finitos e a crescente escassez de recursos obriga os decisores a estarem completamente informados na altura das tomadas de decisão, para assegurar uma gestão eficiente e comprometida. As avaliações económicas apresentam-se como aliados para os tomadores de decisão, já que providenciam dados relativamente aos custos e à eficácia de determinado fármaco ou terapia. Estas ferramentas são consideradas cada vez mais esclarecedoras na área da saúde, tornando possível a comparação entre intervenções médicas em diferentes campos da medicina, levando assim a uma maior capacitação na alocação de recursos. Neste sentido, foi objetivo do presente trabalho identificar e comparar as principais avaliações económicas referentes ao tratamento nas doenças inflamatórias do intestino. Mais ainda, perceber o papel das terapias biológicas na gestão do tratamento das doenças, e qual o seu impacto económico a curto e longo prazo. Fazendo uso, em termos metodológicos, de uma investigação qualitativa, foram identificados vinte e oito estudos de interesse, que foram analisados segundo vários parâmetros. Os resultados do estudo sugerem que ainda existe alguma disparidade nos diferentes trabalhos de investigação neste tema. Não é possível concluir que as terapias biológicas se apresentam como alternativas com custo-eficácia em relação ao tratamento convencional, porém existem indícios que o indicam. Dentro das terapias biológicas, o infliximab e o adalimumab apresentam-se como as melhores alternativas. Foi possível concluir, com base nos resultados, que o tipo de sistema de saúde do país onde os estudos são desenvolvidos apresenta influência nos resultados finais. Por fim, os custos indiretos são normalmente ignorados, no entanto foram identificados indícios que provam que estes custos são avultados e devem ser considerados em todos os estudos. É esperado que a presente investigação possa, para além de contribuir para o aumento do conhecimento da temática avaliação económica, servir de referência e recomendação para estudos futuros acerca deste tema, em contexto nacional.
- Avaliação Económica do Rastreio do Cancro do Colo do Útero na Região de Saúde do CentroPublication . Garcia, Valéria Alexandra Mendes; Almeida, Anabela Antunes de; Moutinho, José; Nobre, RuiO Cancro do Colo do Útero é um importante problema de saúde pública não só em Portugal como mundialmente, sendo o quarto tipo de cancro mais comum a nível mundial. Por afetar mulheres jovens, esta é uma importante causa de perda de anos de vida e, como tal, rastrear sinais iniciais desta doença é de extrema importância e uma das melhores formas de a prevenir. Sabe-se que a infeção persistente do Vírus do Papiloma Humano é condição obrigatória para o desenvolvimento deste tipo de cancro e que uma infeção ativa persistente por um HPV de altorisco provoca alterações nas células do colo do útero. Neste sentido, a pesquisa de HPV numa fase inicial da infeção, através do Teste de HPV, evitará a evolução das alterações celulares para carcinoma invasivo do colo do útero. Num cenário de escassez de recursos, as tecnologias médicas devem proporcionar ganhos em saúde consistentes, a um custo aceitável e com utilização consciente de recursos. Para que o método de rastreio atinja os objetivos pretendidos é necessário que, por um lado, as mulheres participem e, por outro lado, que o valor despendido seja proporcional aos ganhos em saúde esperados. Os objetivos do trabalho são conhecer em que medida as mulheres residentes na Região de Saúde do Centro aceitam o Teste de HPV associado com a Auto-colheita como método de rastreio do CCU e avaliar se a implementação deste método poderá trazer benefícios no aumento da taxa de participação das mulheres no rastreio e, simultaneamente, benefícios económicos. Os resultados demonstram que o Teste de HPV associado com a Auto-colheita é uma estratégia aceite pelas mulheres como método de rastreio do CCU e também custo-efetiva, isto é, além de promover o aumento na taxa de participação das mulheres no rastreio do CCU, é, ao mesmo tempo, economicamente favorável.
